"Várias vezes tenho ouvido dizer que as finanças estão bem e que não é uma preocupação. Isso mesmo foi reiterado pelo doutor Fernando Medina e, por isso, aproveitei para lhe lançar um desafio: eliminar a taxa de proteção civil", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas, após uma reunião de uma hora e meia com Fernando Medina, na Câmara de Lisboa.

Perante a insistência dos jornalistas sobre um eventual apoio do PSD à sua candidatura, já afastado pelo presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, Cristas acabou por dizer: "A porta está sempre aberta, mas nós estamos a trabalhar com o nosso foco, com a nossa estratégia, com muita tranquilidade, mas também definindo já com muita clareza vários temas que são relevantes e estarão no topo da nossa candidatura".

Assunção Cristas sublinhou a "ótima relação pessoal" que mantém com Fernando Medina e disse que se tratou de uma "reunião positiva, produtiva": "Tivéssemos mais tempo e continuaria".

Na reunião, pedida por Assunção Cristas, para um "ponto de situação" sobre temas da cidade, estiveram também presentes o vice-presidente, Duarte Cordeiro, a vereadora da Habitação, Paula Marques, e, pelo CDS-PP, o vereador João Pereira Gonçalves, e o deputado municipal Diogo Moura.

Para Assunção Cristas, a taxa de proteção civil é injusta e ilegal: "Eu própria a paguei enquanto munícipe, mas contestei, como tantos outros constaram, na altura em que foi lançada".

Sobre a situação da habitação social municipal, Assunção Cristas recebeu da vereadora a indicação de que existem cerca de 2100 pedidos anualmente em Lisboa, e reiterou que os cerca de 1600 fogos devolutos são um número "excessivamente alto".

"As explicações que foram dadas foram pontuais, houve uma questão que tinha a ver com várias questões relativas a cada bairro social em si. Nuns casos, porque as pessoas não quereriam ir habitar esses bairros e esses fogos", afirmou.

"Se há esses constrangimentos e essas dificuldades, então, têm de ser positivamente atacados, conversados, junto das populações dos bairros, porque não é possível ter tantos fogos fechados em Lisboa sem serem devidamente atribuídos", acrescentou.

Assunção Cristas recusou comentar outras matérias que não as relacionadas com Lisboa, escusando-se a revelar se vai mesmo pedir uma audiência ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.

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