"Na verdade, este é o quinto ano de trabalho, visto que fomos reeleitos para um segundo mandato e, claramente, há uma continuidade do trabalho que vinha sendo desenvolvido", disse à agência Lusa, sublinhando que a aposta incide nos setores da educação, recursos humanos, habitação e reabilitação urbana.

Paulo Cafôfo salientou que a autarquia fornece manuais escolares gratuitos a 7.000 crianças do 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico e, recentemente, aprovou o regulamento de atribuição de bolsas de estudo para o Ensino Superior, que prevê apoios entre 250 euros e 1.000 euros nos três primeiros anos.

"Temos vindo a apostar também nos recursos humanos, através da contratação de novos colaboradores e, este ano, numa primeira fase, teremos já 74 novos funcionários, além dos 30 bombeiros que foram contratados para o Corpo de Sapadores", disse, sublinhando que isto traduz uma "clara aposta na continuidade".

O executivo camarário do Funchal registou, no entanto, algumas alterações significativas na sequência das eleições autárquicas de 2017, passando a ser liderado por maioria absoluta - seis vereadores da Confiança - ao passo que a oposição reúne cinco vereadores: quatro do PSD e um do CDS-PP.

A CDU perdeu o vereador eleito em 2013 e está agora representada apenas na Assembleia Municipal com um deputado. Neste órgão, a coligação Confiança apresenta-se em minoria, tendo eleito 15 deputados, contra 18 da oposição (12 do PSD, três do CDS-PP, um do PTP, um do MPT e um da CDU).

O executivo tem contado muitas vezes com o apoio do CDS-PP, sendo que o vereador Rui Barreto faz uma "avaliação muito positiva", tendo em conta que várias propostas apresentadas pelo seu partido foram também aprovadas, o que é "motivo de regozijo".

Já o maior partido da oposição, o PSD, afirma que o primeiro ano de mandato da coligação Confiança se define em duas palavras: abandono e engano.

"A cidade-qualidade acabou. Logo a qualidade de vida das pessoas piorou. Não há zelo, não há limpeza, não há investimento público, não há reabilitação urbana, não há recolha de lixo adequada. A rede viária, as redes de água estão degradadas, não houve investimento no saneamento básico", garante a vereadora Rubina Leal.

O PSD lembra que apresentou 20 propostas no último ano e todas foram chumbadas.

O presidente da Câmara Municipal sublinha, no entanto, que a reabilitação urbana continua a ser uma área prioritária, indicando que, desde 2015, já foram reabilitados 35 mil metros quadrados de área e há uma perspetiva de investimento privado nos próximos anos na ordem dos 25 milhões de euros.

Paulo Cafôfo destaca também a aposta na habitação social, nomeadamente através da remoção do amianto dos bairros sociais, e, por outro lado, o trabalho de regularização de habitações de génese ilegal que já beneficiou 28 casas, bem como a intervenção nas zonas altas do concelho, onde estão em curso dez obras ao nível das acessibilidades e do saneamento básico.

O PSD, no entanto, insiste que o presidente "enganou as pessoas", porque "quebrou o pacto de confiança" ao anunciar, um mês depois de ter sido reeleito, que seria o candidato do PS ao Governo Regional da Madeira nas eleições de 2019 e, por isso, pede a sua demissão.

"Entrei como independente em 2013 e continuo como independente", diz Paulo Cafôfo, realçando que "a participação política não se restringe a quem tem um cartão de militante", embora os partidos sejam fundamentais na coligação Confiança no funcionamento da democracia.

O primeiro ano do segundo mandato de Paulo Cafôfo fica também marcado pelo facto de este ter sido constituído arguido no caso da queda a árvore no Monte, em 2016, que matou 13 pessoas.

O processo foi ainda agitado pela divulgação, este mês, de notícias indicando que o técnico responsável pelas peritagens contratado pela câmara terá ocultado a existência de um fungo que poderá ter contribuído para o colapso da árvore.

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