O jornal regional de Lille decidiu fazer uma reportagem em terras lusas, onde os franceses “desembarcaram”, “impulsionados pela promessa de isenção de dez anos do imposto sobre o rendimento”, para passar “uma aposentadoria tranquila ao sol”.

Bernard Virel e Philippe Pauchet (fotografia) foram até ao Algarve para falar com alguns dos seus conterrâneos e compreender esta nova tendência.

Os jornalistas começam por explicar que o sul do país, a que “os portugueses chamam carinhosamente a sua Côte d’Azur” é uma zona de sol, onde as estâncias turísticas se conjugam com pequenos portos de pesca, cujos famosos investidores são personalidades como Figo e Ronaldo.

Os jornalistas chegaram a Faro em meados de outubro e destacam o facto de o tempo ainda estar propício “nadar sem complexos”.

Carlos Vinhas Pereira, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, um dos entrevistados, explica ao jornal francês que o Algarve é um “sonho acessível a todos”, e avança com números: entre 5000 a 7000 franceses se instalam no país anualmente, sendo que, desde 2013, cerca de 25.000 escolheram Portugal para passar a aposentadoria.

Além do sol, aqueles que decidem assentar arraiais em Portugal beneficiam de tentadores benefícios fiscais durante uma década.

Há ainda lugar nesta reportagem para uma entrevista com a Alliance Française, uma associação de promoção da língua e cultura francesa, e com agências imobiliárias que não têm mãos a medir com o aumento da procura.

Nicolas Chamoux, consultor da agência imobiliária Villa Algarve, conta à dupla de jornalistas que “o sonho francês” custa em média entre 350.000 a 400.000 euros em Portugal. E o que compõe este sonho? “A casa de campo em 1000 m2 de terreno, três ou quatro quartos, uma piscina”. No entanto, “evidentemente, ainda há algo para todos os orçamentos”.

A reportagem termina com uma lista do que os jornalistas franceses mais gostaram (ou não) desta visita.

Pela positiva destacam “o clima, a boa vida e a promessa de 300 dias de sol por ano”; o facto de os portugueses serem muito prestáveis; o baixo custo de vida e os serviços de apoio prestados pelas imobiliárias.

Pela negativa, dizem que “o campo português é mal conservado”; criticam o sistema de pagamento das autoestradas e o facto de os menus nos restaurantes nem sempre estarem visíveis no exterior; destacam o facto de a gasolina ser mais cara em Portugal e apontam a recusa de alguns franceses em se adaptarem e aprenderam o português, ou mesmo a postura do “de qualquer maneira, se precisar vou a França receber tratamento médico”.

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