“Três mortos. Cinco feridos com graus variados de gravidade. Mais de 60 edifícios residenciais e agrícolas foram danificados”, escreveu o ministro na sua conta na plataforma Telegram.

“A polícia está a documentar as consequências de mais um crime de guerra cometido pelas forças de ocupação”, acrescentou.

Por sua vez, o governador de Kherson, Oleksandr Prokudin, afirmou que no “bombardeamento massivo” as forças russas usaram munições de fragmentação (projéteis proibidos em mais de 100 países).

Num vídeo publicado na rede social Facebook, relatado pelas agências internacionais, podem ser vistas casas destruídas numa área rural com vestígios de sangue no chão, além de cadáveres de animais.

A Ucrânia espera resistir ao inverno e aos bombardeamentos russos com a ajuda dos pacotes de assistência militar ocidentais recebidos esta semana e que visam reforçar o seu escudo antiaéreo.

“Existem novos pacotes de apoio para a Ucrânia, para os nossos soldados. Estes são projéteis, mísseis, guerra eletrónica, ‘drones’ (aparelhos não tripulados) e novas capacidades para a nossa defesa antiaérea”, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na sua mensagem diária televisiva.

A defesa antiaérea é fundamental para a Ucrânia, especialmente na época de inverno, durante a qual a Rússia reforça os seus ataques contra as infraestruturas civis ucranianas, numa tentativa de colapsar o sistema elétrico do país.

Segundo Zelensky, foi criada “uma coligação de peso” para aumentar a defesa antiaérea ucraniana, liderada pela Alemanha e pela França.

“Obrigado a todos os países que participam nestes esforços, para tornar possível que as nossas cidades e vilas estejam mais protegidas dos ataques russos. Nem tudo pode ser dito publicamente ainda, mas o escudo aéreo ucraniano é reforçado literalmente todos os meses”, observou.

Uma das táticas mais utilizadas pelas forças russas é a utilização de ‘drones’, segundo o porta-voz das forças terrestres ucranianas, Volodymyr Fito, segundo o qual o Exército de Moscovo terá utilizado durante o último dia um total de 42 engenhos ‘kamikaze’ apenas nas imediações da cidade de Bakhmut, no leste.

Os dispositivos não tripulados utilizados nesta área da frente de combate foram ‘drones’ de visualização remota manipulados para transportar explosivos, e ‘drones kamikaze’ Lancet que a Rússia utiliza massivamente na Ucrânia, segundo a mesma fonte.

Além disso, o uso de ‘drones’ também é comum noutras áreas da frente como Kupiansk (nordeste), onde a Rússia utilizou 18 dispositivos não tripulados no dia anterior.

A invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, prossegue com combates sangrentos na região leste, onde as forças de Moscovo desenvolvem ataques massivos em Kupiansk, Marinka e Avdivka, enquanto as tropas de Kiev vão repelindo estas investidas e tentando progredir na região sul, nas frentes de Zaporijia e Kherson.

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