“Queria deixar claro que não há, por parte do Presidente Lula nenhum descumprimento da sentença do mandado de prisão exarado pelo juiz Sérgio Moro”, afirmou a senadora Gleisi Hoffmann aos jornalistas, comentando o fim do prazo da intimação judicial para se entregar às autoridades.

Eleita pelo Paraná, o mesmo estado onde está Sérgio Moro, o juiz que coordena a maior parte das operações judiciais de investigação ao caso Lava Jato, Gleisi Hoffmann explicou que, para a defesa de Lula da Silva, o mandado de detenção decretado não era impositivo.

Lula da Silva “tinha a opção dada pelo juiz de ir até Curitiba e não exerceu esta opção”, optando por “estar aqui num sindicato e num lugar público”, disse a líder do PT.

“Muitas pessoas sabem onde ele está” e “ele aqui permanecerá junto com a militância” e os seus apoiantes, assegurou a apoiante.

Nas próximas horas, a senadora explicou que será celebrada uma missa no sindicato em homenagem à mulher do ex-Presidente, Marisa Letícia Lula da Silva, que faria 67 anos no sábado.

Fontes da assessoria do ex-Presidente não confirmaram se Lula da silva iria falar aos apoiantes.
O clima no local é de tensão e os apoiantes pedem a Lula da Silva para não se entregar.

A defesa de Lula da Silva tinha inicialmente apresentado um 'habeas corpus' junto do Supremo Tribunal Federal (STF) que foi recusado na quarta-feira pela maioria dos 11 juízes do tribunal.

Hoje, a defesa intentou um novo ‘habeas corpus’ que foi também chumbado.

O antigo chefe de Estado brasileiro foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, no Tribunal Regional da 4.ª Região (TRF4, segunda instância) em janeiro.

A prisão do ex-chefe de Estado está relacionada com um dos processos da Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção do Brasil. Lula foi condenado por ter recebido um apartamento de luxo como suborno da construtora OAS em troca de favorecer contratos com a petrolífera estatal Petrobras.

A execução provisória da pena não deverá impedir juridicamente a candidatura presidencial de Lula da Silva, à frente nas sondagens para as eleições de outubro.

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