Os britânicos foram os primeiros a anunciar, em 14 de janeiro, o envio de tanques pesados a Kiev, num total de 14 Challenger 2.

Já esta quarta-feira a Alemanha e Estados Unidos seguiram o exemplo de Londres e anunciaram também o envio dos seus carros de combate.

O ministro da Defesa britânico, Alex Chalk, referiu hoje perante o Parlamento que a intenção do governo é que os tanques prometidos à Ucrânia cheguem “no final de março”.

Antes, está previsto “um grande programa de treino”, quer para os soldados ucranianos que irão utilizar estes tanques, como também para os que serão responsáveis pela sua manutenção.

Este programa deve arrancar na segunda-feira, acrescentou Chalk.

O primeiro-ministro Rishi Sunak já tinha enfatizado que “tudo está a correr como planeado” no que diz respeito ao fornecimento destes tanques à Ucrânia, sublinhando que “todos devem estar muito orgulhosos” do papel de liderança do Reino Unido nesta matéria.

“Estamos agora em diálogo com os ucranianos sobre a melhor forma de fornecer estes tanques e garantir que os seus soldados recebam o treino que precisam”, referiu, em comunicado aos órgãos de comunicação social britânicos.

Após semanas de hesitação, os Estados Unidos e a Alemanha anunciaram na quarta-feira a entrega de tanques pesados à Ucrânia, dando um novo passo no apoio militar a Kiev na preparação para uma possível contraofensiva à invasão russa.

A Alemanha pretende entregar à Ucrânia os tanques Leopard 2 no final de março ou início de abril.

Num comunicado, o governo alemão declarou que, inicialmente, fornecerá à Ucrânia 14 dos seus tanques Leopard 2 A6, totalizando 88 tanques juntamente com aqueles disponibilizados por outros países.

A decisão surgiu após as autoridades dos Estados Unidos anunciarem que foi fechado um acordo preliminar para enviar tanques M1 Abrams a Kiev, para ajudar a repelir as forças russas entrincheiradas no leste da Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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