“Notamos que nos dias em que chove os turistas recolhem-se ao spa. Vão fazer um trilho e no dia a seguir procuram o spa”, adiantou, em declarações à agência Lusa, a proprietária do spa situado em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Andreia Meneses tinha apenas 16 anos quando abriu a sua primeira clínica de estética e spa na Praia da Vitória, na ilha Terceira, mas quando os militares americanos e as suas famílias começaram a deixar a base das Lajes, há sete anos, decidiu expandir o negócio à cidade vizinha.

“Tínhamos muita afluência dos americanos. Começam os americanos a sair de cá e eu começo a tentar arranjar uma estratégia para continuar com a parte de spa e abrir o primeiro ‘day spa’ na ilha”, salientou.

A ideia de criar uma massagem com produtos açorianos e biológicos surgiu, nessa altura, no âmbito de um curso de gestão de spa que frequentou.

Depois de vários anos a testar o produto, lançou este ano a primeira massagem na região a receber o selo "Marca Açores".

Embora alguns locais já o tenham experimentado, são sobretudo os turistas e os emigrantes a procurar este produto, principalmente desde que os voos low cost chegaram à ilha.

“Até é a mais cara que nós temos, mas eles querem é aquela, porque é aquela que é diferente”, salientou Andreia Meneses.

“As pessoas recuam no tempo com o cheiro do óleo do funcho”, revelou a empresária.

A massagem - a que a criadora chama Azorean Bio Massage - começa com uma purificação, em que o corpo é regado com chá Gorreana, um produto “anticético, calmante e antioxidante”.

Segue-se a exfoliação com uma luva vegetal ecológica, em que são utilizados café e óleo de criptoméria japónica.

“O café tem vitamina D, tem potássio, é um exfoliante natural. Eu tentei reunir ingredientes que tivessem efeitos fisiológicos benéficos para o nosso organismo”, apontou Andreia Meneses.

O terceiro passo na massagem, que tem uma duração de duas horas, é a hidratação e nutrição da pele com mel, o “hidratante mais potente do mundo”, e leite de burra, um antioxidante que a empresária conhece desde criança.

“Quando era pequena ingeri leite de burra porque tinha tosse convulsa”, lembrou, sublinhando que também se ouve dizer que Cleópatra se banhava neste produto.

A massagem termina com o relaxamento, feito com óleo de funcho, “que é calmante e tem sais minerais”.

Todos os ingredientes são biológicos e produzidos nos Açores e a massagem tem também “algumas técnicas diferentes”, por isso Andreia Meneses acredita que será possível exportar o conceito para outros spa do país, com um pacote que inclua produtos e formação.

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