“Este projeto é um projeto para todos e para ser feito com todos”, afirmou Ana Mendes Godinho, à margem da assinatura de um acordo de colaboração entre o Turismo de Portugal, o Centro Nacional de Cultura (CNC) e a Associação Caminhos e Fátima, em Fátima, no distrito de Santarém.

A governante respondia aos jornalistas após ser questionada sobre a ausência neste protocolo da Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima, entidade que já fez mais de sete mil marcações voluntárias de caminhos para a cidade-santuário pelos campos e longe das estradas nacionais.

Esta associação anunciou hoje a desativação da sua página na Internet, aconselhando os peregrinos a contactar o CNC e a Associação Caminhos de Fátima, cujos sócios-fundadores são municípios, para a obtenção de informação.

Posteriormente, a Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima deu conta que, após contacto da secretária de Estado, foi informada de que vai fazer parte do projeto hoje protocolado, pelo que o ‘site’ voltará a ser reativado.

Ana Mendes Godinho declarou que o trabalho desta associação no terreno “é extraordinário” e garantiu que “fará parte, completamente, da implementação deste projeto”.

A governante adiantou que com este acordo se estão a garantir “as condições para implementar no terreno, em articulação com as várias entidades envolvidas”, caminhos “seguros, alternativos” para os peregrinos.

A secretária de Estado referiu que está a ser construída uma “plataforma com identificação dos caminhos que são seguros”.

“Também é importante que as pessoas saibam que existem estes caminhos alternativos”, destacou, assinalando que o objetivo é, igualmente, fazer a promoção nacional e internacional.

Na cerimónia, a governante disse que “há um Portugal a descobrir nos caminhos de Fátima” e apontou o projeto como exemplo de “diálogo nacional” que “só foi possível envolvendo todos, independentemente de partidos, de convicções”.

Segundo informação da Secretaria de Estado do Turismo, o acordo pretende concertar a nível nacional a atuação daquelas três entidades, “com vista ao desenvolvimento e dinamização do projeto, contribuindo para a respetiva coerência e qualificação, sua implementação no território nacional e crescente projeção a nível internacional”.

O CNC dinamiza desde 1996 o projeto Caminhos de Fátima, “tendo identificado e sinalizado caminhos para peregrinos que a pé se dirigem a Fátima evitando as estradas de grande tráfego automóvel em favor de caminhos de terra ou, se estes não estiverem disponíveis, pequenas estradas rurais com pouco tráfego”, adianta a secretaria.

Já a Associação dos Caminhos de Fátima foi criada em 2016 e tem como sócios-fundadores 14 municípios que, em comum, “partilham a principal rota de peregrinação a Fátima (Vila Nova de Gaia-Ourém)”, cujo trajeto assenta sobretudo no atual traçado do itinerário complementar 2/estrada nacional 1 (IC2/EN1).

Ao Turismo de Portugal cabe, sobretudo, trabalhar “no desenvolvimento do produto turístico, em articulação com as entidades regionais de turismo respetivas, bem como com os agentes e operadores do setor e no desenvolvimento de planos de promoção e comunicação dos Caminhos de Fátima, a nível nacional e internacional”.

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