A líder bloquista visitou hoje, em conjunto com a candidata presidencial e dirigente do partido Marisa Matias, a Casa do Lago, um centro de apoio a vítimas de violência doméstica em Lisboa, e deixou um apelo no final.

“Termos vindo aqui hoje é para assinalar a necessidade absoluta de manter os programas de apoio de emergência todo o tempo que for preciso, mas também que não basta a resposta de emergência social, é preciso transformá-la numa resposta estrutural”, defendeu.

Questionada se não confia nas palavras do primeiro-ministro, António Costa, que hoje enalteceu os apoios sociais dados durante a pandemia e prometeu a sua continuidade em 2021 numa mensagem de Ano Novo publicada no Jornal de Notícias, Catarina Martins pediu concretização.

“Um dos problemas que temos é na diferença entre a enunciação do que se quer fazer e as condições concretas. Para nós garantirmos que as pessoas estão protegidas no emprego, é mesmo preciso ter a coragem de mexer na legislação laboral (…) Para garantir que as pessoas têm direito à habitação é mesmo preciso ter coragem de enfrentar interesses imobiliários e financeiros”, apelou.

Para Catarina Martins, para fazer esse trabalho “é preciso não só ter apoio social de emergência, mas ter a coragem de fazer as mudanças fundamentais na economia, seja nas leis laborais, seja nas regras da habitação”.

“A habitação é um direito fundamental, não pode ser um luxo nem pode ficar ao sabor dos caprichos do mercado”, disse.

No final da visita, a candidata presidencial Marisa Matias salientou que a Casa do Lago alberga mulheres que “estavam todas em situação de sem-abrigo”, um problema que considerou não ter sido criado, mas agravado pela pandemia de covid-19.

“São mulheres com vidas muito sofridas, quisemos deixar uma mensagem de esperança neste primeiro dia do ano, de que há soluções e que não podemos deixar ninguém para trás”, afirmou.

Numa mensagem de Ano Novo publicada hoje no Jornal de Notícias, o primeiro-ministro afirmou que completar o plano de vacinação anti-covid-19 e "reanimar a economia" são as das prioridades para este ano.

No dia em que Portugal inicia a presidência rotativa da União Europeia, António Costa recorda que um dos objetivos é assegurar o arranque do Programa de Recuperação e Resiliência, e os respetivos planos nacionais, incluindo o de Portugal.

"O nosso plano responde à urgência de reanimar a economia, mas não esquece nem sacrifica os grandes desafios estratégicos que enfrentamos. (...) É um plano para oportunidades únicas", até porque "a crise provocada por esta pandemia gerou situações dramáticas de pobreza e desigualdade", alertou.

A recuperação económica, acrescenta o chefe de Governo, implicará "um pacote robusto e transversal de apoios às empresas".

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