“É importante dizer que a ligação ao Corvo apenas está a ser efetuada a cada 30 dias, o que é manifestamente insuficiente. Os corvinos não podem estar à espera de barco como se fosse o ‘dia de são vapor’, que ocorre sem se saber quando, sem a frequência e previsibilidade necessárias para as suas vidas e para a atividade económica da ilha”, sublinhou o líder do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, citado numa nota de imprensa.

O partido esteve reunido esta semana em jornadas parlamentares nas ilhas das Flores e Corvo, no grupo ocidental dos Açores.

No Corvo, a mais pequena ilha açoriana, o grupo parlamentar do CDS-PP acompanhou a chegada do barco Lusitânia e a descarga da mercadoria na ilha, tendo constatado que “é imperativo encontrar uma solução que corresponda à necessidade” dos habitantes “ao nível do abastecimento, nomeadamente através do fretamento de uma embarcação que permita a regular chegada de bens essenciais à vida dos Corvinos”, segundo a nota enviada às redações.

Por iniciativa CDS-PP, foi constituída na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um Grupo de Trabalho de acompanhamento dos trabalhos a realizar no âmbito da passagem do furacão Lorenzo - em outubro de 2019 – na Flores e no Corvo.

A passagem do Lorenzo pelos Açores provocou a destruição do porto das Lajes das Flores, responsável pelo abastecimento às ilhas do grupo ocidental do arquipélago.

No caso do Corvo, o Governo Regional contratou a embarcação Lusitânia (da empresa Barcos do Pico) para abastecer a ilha semanalmente, mas, devido a condições atmosféricas adversas, o barco não tem conseguido realizar a travessia.

Na ilha das Flores, o CDS-PP observou os danos provocados no porto das Lajes e “as dificuldades de operação” naquela infraestrutura portuária.

Artur Lima, presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, defende ser “de elementar justiça reconhecer o trabalho desenvolvido por todos aqueles que na empresa Portos dos Açores contribuíram para a minimização dos danos provocados e para o desenvolvimento dos trabalhos de contenção e operacionalização daquela estrutura vital para a economia da ilha”, mas considerou que “muito há a fazer”.

Para o líder do CDS-PP nos Açores, é necessário, por exemplo, "desobstruir o acesso ao porto, removendo os obstáculos provocados pelo furacão, de forma a permitir a operação e o abrigo do barco que atualmente presta o serviço de mercadorias para a ilha do Corvo”.

O grupo parlamentar do CDS-PP esteve ainda reunido com a Associação de Pescadores Florentinos, tendo Artur Lima reafirmado a importância da atividade para a economia da ilha e a necessidade de o Governo Regional "apoiar eficazmente os pescadores afetados" pela passagem do furacão.

Durante a passagem do Lorenzo no arquipélago foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.

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