O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciou hoje que vai submeter ao Conselho Nacional uma moção de confiança à sua direção, com o objetivo de "confirmar a legitimidade política" da sua liderança.

"Estou pronto para confirmar a legitimidade política da minha liderança no tempo e no lugar próprios. Por isso solicitei ao presidente do Conselho Nacional que convocasse uma reunião [daquele que é o órgão máximo entre congressos] onde apresentarei uma moção de confiança à Comissão Política Nacional do CDS", afirmou.

O líder centrista fez hoje uma declaração aos jornalistas e disse que não responderia a perguntas, na sede nacional do CDS, em Lisboa, e confirmou a notícia avançada pelo jornal 'online' Observador.

"Acredito neste caminho, porque acredito no CDS, porque acredito nas pessoas de valor que me acompanham e naquelas que irão reforçar a nossa equipa nos próximos dias, estou pronto para confirmar a legitimidade política da minha liderança, no tempo e no lugar próprios", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

Na sua declaração, o presidente do CDS-PP aproveitou também para deixar críticas, entre as quais à direção anterior.

"Eu e a minha equipa tivemos de começar a reerguer um partido que o rumo anterior deixou arruinado, desacreditado e à mercê da concorrência de novas forças políticas que favoreceu que surgissem pela primeira vez", sublinhou, acrescentado que a sua liderança "não está, nem nunca esteve, preocupada com agendas pessoais, com vaidades políticas nem com tacticismos internos".

"Comigo, haverá sempre CDS, sem mutações nem desvios de identidade, como quiseram os nossos fundadores. Comigo, o CDS continuará a ser um partido nacional, de norte a sul e ilhas, e nunca se reduzirá a um pequeno grupo da capital. Comigo, o CDS continuará a ser um partido incómodo para os que nunca votarão em nós e nos combatem. Comigo, o CDS continuará a erguer um muro entre a política e os negócios", garantiu.

Lamentou ainda que "alguns tenham decidido abandonar este projeto", referindo-se às saídas do vice-presidente Filipe Lobo d'Ávila e de outros membros da sua direção ligados ao grupo Juntos pelo Futuro, mas realçou que "são muitos mais os que querem reforçá-lo".

Afirmando que não desiste do CDS, o líder centrista realçou que o partido "não faltará aos portugueses com uma alternativa" ao Governo socialista, reiterando críticas à gestão da pandemia de covid-19.

Na semana passada, depois de consultar a comissão política nacional, o presidente do CDS-PP decidiu convocar um Conselho Nacional, mas na altura não revelou se um dos pontos em análise seria a realização de um congresso eletivo.

Na quarta-feira, num artigo de opinião, o antigo vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes propôs a realização de um Conselho Nacional para discutir a convocação de um congresso antecipado antes das eleições autárquicas, e eleições para a liderança do partido, defendendo estar em causa uma "crise de sobrevivência" que esta direção (que está a meio do mandato) "não conseguirá" resolver.

Dias depois, numa entrevista ao jornal Público divulgada no sábado, Mesquita Nunes anunciou que será candidato caso seja marcado esse congresso.

* com agências

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