António Fonseca fez este anunciou na sequência da elaboração de um relatório, dinamizado por aquela união de freguesias no âmbito do projeto "União com coração", que indica que 25 sem-abrigo referenciados no Centro Histórico do Porto justificaram a preferência pelo local pelo acesso às drogas.

"A maior parte dos sujeitos está na rua por consumo de drogas e escolheram o local por estarem mais perto da zona da Sé, onde têm acesso às drogas e porque o Centro Histórico é uma zona apelativa para a prática da mendicidade", lê-se no documento a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo António Fonseca, as equipas criadas no âmbito do projeto "identificaram 25 sem-abrigo, sendo que 17 são homens e oito são mulheres, uma delas brasileira".

Criado no final de 2017 para quantificar e identificar o número de sem-abrigo que existem naquele perímetro, ao mesmo tempo que os apoia na criação de um futuro, o projeto "União com coração", segundo o relatório do primeiro trimestre de 2018, "promoveu o alojamento para seis enquanto outros dois voltaram às cidades de origem", não especificando quais.

Com mais sem-abrigo identificados de fora do Porto, António Fonseca informou que "um pertence à União de Freguesias Custoias, Leça do Balio e Guifões, em Matosinhos, havendo ainda um de Lamego e outro de Lisboa".

Sempre acompanhadas por agentes da 9.ª e 12.ª esquadras da PSP do Porto, as técnicas começaram por identificar 17 sem-abrigo, no centro histórico, das quais "três têm problemas com o consumo de álcool, uma apresenta debilidade mental e os restantes consomem substâncias psicoativas, sendo que apenas três mencionaram receber o Rendimento Social de Inserção".

Desses, "apenas um referiu viver num albergue", enquanto os demais "dormem na rua, em portais, casas abandonadas ou sob o viaduto", sendo a "perda de laços familiares, divórcio ou associado ao consumo de substâncias" a razão de passarem a viver na rua.

Na Praça da República, para além dos identificados de Matosinhos, Lamego e Lisboa, há mais três do Centro Histórico, havendo registo de "toxicodependência com consumos ativos e sem suporte institucional e retaguarda médica", refere o comunicado.

Apontando o dedo a alguns "pseudo sem-abrigo na Praça da República, que são os passadores de droga", o presidente da União de freguesias do Centro Histórico anunciou que irá "levantar a questão no próximo Conselho Municipal de Segurança".

António Fonseca explicou à Lusa estar agora em curso a "fase de contacto das autarquias a fim de tentar encontrar soluções no local de origem para essas pessoas, bem como para a Segurança Social".

"Algumas das juntas de freguesia de fora do Porto que já contactei pelo telefone ficaram surpreendidas, porque nunca pensaram que haveria esta abordagem, mas de um momento para o outro irei formalizar por escrito, dando até ao final de junho para encontrarem uma solução para essas pessoas", relatou o autarca.

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