Petro Andryushchenko, assessor do presidente da Câmara de Mariupol, adiantou que os corpos estavam em decomposição e o mau cheiro pairava sobre o bairro.

A mesma fonte não precisou quando é que os corpos foram descobertos entre os escombros do prédio, mas o número de vítimas faz com que este possa ser um dos ataques mais mortais conhecidos desde o início da invasão russa da Ucrânia, noticia a agência Associated Press (AP).

Mariupol esteve sitiada durante quase três meses, situação que terminou na semana passada após cerca de 2.500 combatentes ucranianos terem abandonado a siderúrgica Azovstal, o último reduto da resistência local.

O resto da cidade já se encontrava debaixo do controlo de Moscovo, onde cerca de 100.000 pessoas se mantiveram, de uma população de 450.000 antes do conflito, muitas sem acesso a alimentos, água ou eletricidade.

Pelo menos 21.000 pessoas morreram durante o cerco, segundo as autoridades ucranianas, que acusaram a Rússia de tentar encobrir os horrores da guerra transportando equipamentos móveis de cremação e enterrando os mortos em valas comuns.

Durante o cerco a Mariupol, ataques aéreos russos atingiram uma maternidade e um teatro onde civis estavam abrigados.

Uma investigação da AP descobriu que cerca de 600 pessoas morreram no ataque ao teatro, o dobro do número estimado por Kiev.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem acusado Moscovo de travar uma “guerra total” e de tentar infligir o máximo de morte e destruição possível na Ucrânia.

Os combates intensos entre as forças russas e ucranianas mantêm-se no Donbass, região industrial no leste da Ucrânia que Moscovo pretende controlar por completo.

As forças russas intensificaram os esforços para cercar e capturar Sievierodonetsk e cidades vizinhas, as únicas que ainda são controladas pelo governo ucraniano.

Apesar da forte resistência ucraniana, em posições entrincheiradas, as forças russas alcançaram “alguns sucesso localizado”, segundo as autoridades militares britânicas.

Moscovo conquistou a cidade de Svitlodarsk, a cerca de 50 quilómetros a sudeste da importante cidade de Kramatorsk, segundo os ‘media’ ucranianos.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas — cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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