Num comunicado, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) diz-se “profundamente preocupado com informações que dão conta de um número crescente de vítimas civis — entre as quais numerosas mulheres e crianças — e de deslocações em massa de populações civis no enclave de Hajine”, a última “bolsa” do autoproclamado Estado Islâmico (EI) na província oriental de Deir Ezzor.

Nos últimos seis meses, os confrontos e ataques aéreos no sudeste da província forçaram cerca de 25 mil pessoas a fugirem para se refugiarem em campos ou instalações provisórias, por vezes depois de terem passado várias noites no deserto, expostas a condições climatéricas difíceis, sem água nem alimentos, segundo o ACNUR.

O Alto Comissariado referiu que cerca de dois mil civis continuam presos na zona afetada pelos combates à volta de Hajine.

Depois de em 2014 ter proclamado um “califado” em vastas zonas da Síria e do Iraque, o EI foi sofrendo uma série de derrotas militares, mas conserva algumas “bolsas” de território e células adormecidas nomeadamente no leste da Síria.

Os ‘jihadistas’ são combatidos nesta zona pelas Forças Democráticas Síria (FDS, coligação dominada pelos curdos), com o apoio da aviação e artilharia da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

A coligação anunciou hoje o início da retirada das tropas norte-americanas da Síria, sem dar mais pormenores, menos de um mês depois do anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, da retirada dos seus cerca de dois mil soldados no país.

A guerra na Síria foi desencadeada em 2011 após a repressão pelo regime de manifestações pró-democracia e já causou mais de 360 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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