Mais de mil já tinham passado a noite anterior naquele armazém, e na noite de quinta-feira as centenas de migrantes ainda acampados ao ar livre ou em tendas com temperaturas muito baixas foram transferidos para o mesmo local.

“Eles vão receber cerca de oito toneladas de alimentos”, disse a agência estatal Belta na sua conta no Telegram, publicando fotografias de migrantes a dormir em sacos-cama no chão.

Alguns milhares de migrantes, com origem sobretudo no Médio Oriente, estão acampados há vários dias e sob temperaturas glaciares, nas florestas bielorussas ao longo da fronteira com a Polónia, na esperança de conseguirem entrar na UE.

O Ocidente acusa Minsk de estar a orquestrar, desde o verão, esse fluxo de migrantes como resposta às sanções contra a Bielorrússia pela repressão em 2020 de um movimento histórico de oposição.

Varsóvia, assim como outros dois vizinhos da Bielorrússia, a Lituânia e a Letónia, recusam aceitar a entrada desses milhares de migrantes.

A evacuação destes migrantes ocorre após uma semana de tensões crescentes entre a Bielorrússia e a União Europeia, com esta última a temer uma repetição de uma crise migratória semelhante à de 2015.

Na noite de quinta-feira, 431 migrantes presos na Bielorrússia foram repatriados para o Iraque, a maioria deles para Erbil, no Curdistão iraquiano, os outros para Bagdade.

Desde o início da crise no verão, pelo menos 11 migrantes morreram em ambos os lados da fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, segundo organizações humanitárias.

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