O diretor-geral da Migración Colombia, Christian Krüger, explicou em conferência de imprensa que vai ser concedida uma autorização especial por 90 dias, prorrogável até dois anos.

“O que procuramos com esta medida de hoje é regularizar uma parte desta população que atualmente se encontra em situação irregular”, indicou.

A Autorização Especial de Permanência (Permiso Especial de Permanencia, PEP) será disponibilizado aos venezuelanos que tenham chegado ao país vizinho até 25 de julho, a data em que a chefe da diplomacia colombiana, María Ángela Holguín, assinou uma resolução que entrou hoje em vigor.

“Estamos a falar de uma decisão que é dirigida a partir de hoje a mais de 200.000 pessoas”, acrescentou Krüger.

O diretor da Migración Colombia explicou que esta decisão pode abranger 150.000 venezuelanos que entraram legalmente no país mas cujo período de permanência já expirou, e outros 60.000 que possuem o visto de turismo atualizado.

A PEP permitirá aos estrangeiros trabalhar, estudar e aceder a outros benefícios, como a inscrição no sistema de saúde.

Os interessados deverão ter ingressado com o seu passaporte num posto de controlo migratório oficial, não possuir antecedentes judiciais nem uma medida de expulsão ou deportação em vigor. O documento não substitui o passaporte nem será válido para viajar.

“A situação na Venezuela não está apenas a afetar a Colômbia mas também outros países do mundo”, advertiu Krüger, ao assinalar que muitas pessoas estão a viajar para países vizinhos, como o Peru, Chile e América central.

Após reconhecer que “a principal nacionalidade estrangeira do país é a venezuelana”, Krüger definiu a “migração como positiva” e recordou que em anos anteriores o fluxo foi contrário e “mais de um milhão de colombianos viveram na Venezuela”.

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