“O incêndio foi controlado durante a noite e o número de pessoas no local foi gradualmente reduzido”, disse, hoje de manhã, o porta-voz dos bombeiros da cidade, Jermaine Carelse.

O fogo ainda ardia nas partes mais antigas do edifício, que contém cerca de 4.000 obras de arte e património, algumas datadas do século XVII.

A biblioteca do Parlamento, com a sua coleção única de livros, parece ter sido poupada.

A extensão dos danos ainda não foi determinada, mas o edifício da Assembleia Nacional foi completamente destruído. “A maior parte dos danos está provavelmente neste edifício, que não será utilizado durante meses”, disse Carelse.

O vasto edifício é constituído por três partes: um edifício que alberga a atual Assembleia Nacional, outro que alberga a Câmara Alta do Parlamento, chamado Conselho Nacional das Províncias, e a parte histórica mais antiga onde os parlamentares costumavam reunir-se.

Os presidentes das duas câmaras e os membros do Governo deverão reunir-se ainda hoje para uma avaliação inicial da situação.

O incêndio começou por volta das 05:00 (03:00 em Lisboa) de domingo na ala mais antiga, concluída em 1884, com salas cobertas de madeira preciosa.

De acordo com os primeiros elementos da investigação, o incêndio começou em duas áreas distintas. O sistema automático de extinção de incêndios foi impedido de funcionar corretamente por um abastecimento de água fechado. Um relatório deverá ser apresentado dentro de 24 horas ao Presidente do país, Cyril Ramaphosa, que visitou o local no domingo.

Um homem de 49 anos de idade foi detido e acusado de “roubo, fogo posto” e será processado por ameaça de propriedade estatal, disse a unidade de polícia de elite da África do Sul.

Deverá comparecer em tribunal na terça-feira.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que o parlamento é danificado, quando um incêndio rapidamente contido deflagrou em março.

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