O número de mortos provocados pelo novo coronavírus (2019-nCoV) encontrava-se anteriormente nas 490 vítimas mortais. De acordo com as autoridades chinesas, citadas pela agência France-Press, o número total de pessoas infetadas com o novo coronavírus, detetado em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei (centro do país), colocada, entretanto, sob quarentena, aumentou para 28.018.
A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou hoje que 3.589 casos de pneumonia provocada pelo vírus são considerados graves e que 1.153 pessoas já tiveram alta.
Os serviços médicos continuam a manter sob observação 183.354 pessoas, de um total de 282.813 que foram observadas com suspeita de ter contraído o vírus, cujo surto começou na cidade de Wuhan, na província central de Hubei.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há casos de infeção confirmados em mais de 20 países.
A Organização Mundial de Saúde declarou na passada quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial. No entanto, o novo coronavírus ainda não pode ser considerado uma pandemia.
A diretora-geral da Saúde de Portugal anunciou hoje que os dois novos casos suspeitos de infeção conhecidos ontem deram negativo. No total, Portugal registou quatro casos suspeitos, todos com resultados negativos.
O primeiro caso de suspeita de infeção pelo novo coronavírus em Portugal foi reportado em 26 de janeiro num homem regressado da China e que esteve sob observação no Hospital Curry Cabral, por suspeita de infeção pelo novo vírus detetado naquele país e o segundo deu-se com um cidadão de nacionalidade estrangeira que deu entrada no Hospital de São João, no Porto, em 31 de janeiro.
Estas são as principais recomendações das autoridades de saúde à população
O surto do novo coronavírus detetado na China tem levado as autoridades de saúde a fazer recomendações genéricas à população para reduzir o risco de exposição e de transmissão da doença. Eis algumas das principais recomendações à população pela Organização Mundial da Saúde e pela Direção-geral da Saúde portuguesa:
- Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
- Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato;
- Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
- Evitar contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
- Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
- Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
Combater a desinformação
A Organização Mundial da Saúde tem tentado também divulgar factos para combater a desinformação e mitos ligados ao novo coronavírus. Eis algumas dessas informações:
- É seguro receber cartas ou encomendas vindas da China, porque as análises feitas demonstram que o coronavírus não sobrevive muito tempo em objetos como envelopes ou pacotes;
- Não há qualquer indicação de que animais de estimação, como cães e gatos, possam ser infetados ou portadores do novo coronavírus. Mas deve lavar-se sempre as mãos após contacto direto com animais domésticos, porque protege contra outro tipo de doenças ou bactérias;
- Não há também prova científica de que o consumo de alho ajude a proteger contra o novo coronavírus;
- Usar e colocar óleo de sésamo não mata o novo coronavírus;
- As atuais vacinas disponíveis no mercado contra a pneumonia não previnem contra o coronavírus 2019-nCoV. Este novo vírus precisa de uma nova vacina que ainda não foi desenvolvida;
- Os antibióticos não servem para proteger ou tratar as infeções provocadas pelo coronavírus. Os antibióticos são usados para infeções bacterianas e não virais. Contudo, os doentes hospitalizados infetados com coronavírus poderão ter de receber antibióticos porque pode estar presente também uma infeção bacteriana;
- Pessoas de todas as idades podem ser afetadas pelo coronavírus. Contudo, pessoas mais velhas ou com doenças crónicas (como asma ou diabetes) parecem ser mais vulneráveis a ter doença grave quando infetadas.
Países confirmados com casos confirmados de coronavírus
Fora da China, Macau e Hong Kong foram confirmados mais de 170 casos de contaminação. Aqui segue a lista dos países que anunciaram casos de contágio do novo coronavírus desde o seu surgimento, em dezembro, na cidade Wuhan.
CHINA
O número de mortos chega a 563, com mais de 28.018 casos confirmados em todo o país, segundo o balanço oficial.
Macau, um destino turístico famoso pelos casinos e muito popular entre os turistas do continente, confirmou 10 casos.
Em Hong Kong foram registadas 21 pessoas com a doença. Uma faleceu.
REGIÃO ÁSIA-PACÍFICO
Austrália: Quatorze casos confirmados.
Camboja: Um caso.
Coreia do Sul: Dezenove casos confirmados.
Filipinas: Três casos, uma morte.
Índia: Três casos.
Japão: Trinta e três casos.
Malásia: Doze casos confirmados.
Nepal: Um homem contagiado, que se recuperou e recebeu alta.
Singapura: Vinte e quatro casos confirmados.
Sri Lanka: Um caso.
Taiwan: 11 casos confirmados
Tailândia: Vinte e cinco casos.
Vietname: Dez casos.
AMÉRICA
Estados Unidos: Onze casos confirmados.
Canadá: Quatro casos.
EUROPA
Alemanha: doze casos.
França: seis casos confirmados.
Espanha: um caso
Itália: dois casos.
Reino Unido: dois casos.
Bélgica: um caso.
Finlândia: Um caso.
Rússia: Dois casos, de cidadãos chineses.
Suécia: Um caso.
MÉDIO ORIENTE
Emirados Árabes Unidos: cinco casos.
Comentários