Estas pessoas foram infetadas noutras regiões ou países e deslocaram-se para os Açores já depois de serem dadas como curadas, mas ao realizarem novo teste de despiste (obrigatório à chegada à região, caso não o tenham feito nas 72 horas anteriores, e ao 6.º dia) voltaram a testar positivo.

Questionada pela Lusa, fonte da Autoridade de Saúde Regional dos Açores, disse, numa resposta por escrito, que “de acordo com o conhecimento científico existente à data, pode perdurar carga viral durante meses num organismo, sem que, no entanto, exista risco de transmissão da infeção”.

Estes casos foram contabilizados no número total de diagnósticos de infeção pelo SARS-CoV-2 nos Açores, mas não foram considerados casos positivos ativos e, como tal, não foram obrigados a ficar em isolamento.

Segundo a Autoridade de Saúde Regional, tal acontece “porque existe uma avaliação médica, documentada e fidedigna, que atesta a sua recuperação”.

“Atendendo a que já foi dado como recuperado, de acordo com o conhecimento científico existente à data, pode perdurar carga viral durante meses num organismo, sem que, no entanto, exista risco de transmissão da infeção”, reiterou.

A mais recente situação deste género foi detetada na quinta-feira, com um homem de 31 anos, não residente na região, que chegou à ilha do Faial, proveniente de uma ligação aérea do continente português, e teve resultado positivo no teste de despiste realizado à chegada.

“De acordo com a prática seguida em situações anteriores, tendo apresentado documentação comprovativa de infeção e recuperação no país de origem, não é considerado caso ativo na região”, revelou, na altura, a Autoridade de Saúde Regional, no seu comunicado diário.

Questionada pela Lusa, fonte da Autoridade de Saúde Regional disse que, desde o início do surto, já foram detetadas quatro situações deste género nos Açores.

O arquipélago registou até ao momento 384 casos de infeção por SARS-CoV-2, tendo ocorrido 16 óbitos e 235 recuperações. Outras 49 pessoas abandonaram os Açores, antes de serem dadas como curadas, de acordo com os critérios da região.

Atualmente, contabilizam-se 80 casos positivos ativos, dos quais 64 na ilha de São Miguel, nove na ilha Terceira, dois na ilha do Pico, dois na ilha do Faial, um na ilha Graciosa, um na ilha de Santa Maria e um na ilha das Flores.

O boletim diário da Direção-Geral da Saúde mais recente refere, no entanto, apenas 366 casos diagnosticados no arquipélago.

Questionada sobre esta disparidade, a Autoridade de Saúde Regional reafirmou que devem ser tidos em conta os números divulgados na região.

“São critérios diferentes no registo de casos. Por isso, é essencial que consultem e tomem como fonte de verdade os dados reportados pela Autoridade de Saúde Regional”, sublinhou.

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