A iniciativa, promovida pelas associações de estudantes da Escola Artística António Arroio e da Escola Secundária de Camões, é motivada por problemas identificados pelos alunos, como a falta de professores e funcionários nas escolas e a degradação das infraestruturas.

“Além da opinião negativa acerca do ensino à distância que veio agravar desigualdades e impedir a aprendizagem da maioria dos estudantes, os alunos queixam-se da falta de funcionários e a consequente falta de higienização das salas”, explicam os promotores em comunicado.

Por outro lado, os representantes dos estudantes referem ainda o elevado número de alunos por turma, a presença do amianto em algumas escolas e outros problemas infraestruturais “que derradeiramente põe em causa o bem-estar e integridade dos alunos”.

Durante o protesto, será entregue uma carta dirigida ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, subscrita por 30 associações de estudantes.

Na carta, as associações pedem que o Governo crie as medidas necessárias “para que estes dois anos letivos (2019/2020 e 2020/2021) não representem na vida de centenas de milhar de estudantes, um atraso irreparável”.

De acordo com os representantes dos estudantes da António Arroio, a iniciativa surgiu na sequência de uma reunião que no final de março juntou as 30 associações.

“Depois da reunião, concluiu-se que a falta de investimento na educação pública conduziu a generalidade das escolas do país a problemas profundos que, com a atual situação de incidência da pandemia, fizeram-se ficar mais marcados no dia-a-dia dos estudantes”, lê-se no comunicado.

A concentração vai decorrer na quinta-feira, em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, pelas 16:00.

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