Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, explica que os trabalhos decorrem até ao dia 26, com uma equipa reduzida, constituída maioritariamente por arqueólogos.

Esta sepultura megalítica do Cabeço da Anta é o maior monumento megalítico da Beira Baixa com cerca de 38 metros de diâmetro e 3,5 metros de altura e tem sido alvo de estudo no âmbito do campo arqueológico desde 2013, numa parceria da Associação de Estudos do Alto Tejo e o município de Proença-a-Nova.

Além dos objetivos de investigação multidisciplinar deste sítio arqueológico, o CAPN tem funcionado como escola de prática de arqueologia de alunos portugueses e estrangeiros.

Em 2019, foram identificadas na câmara as primeiras peças completas, em cerâmica e pedra, e, já este ano, foram descobertos alguns objetos em sílex nesta campanha, nomeadamente uma ponta de flecha e várias lâminas.

Citado no comunicado, o arqueólogo responsável pelo CAPN, João Caninas, refere que estes materiais foram encontrados no interior da câmara funerária e "correspondem à última ocupação como monumento pré-histórico".

Adianta ainda que o objetivo desta campanha é "concluir a escavação da câmara funerária e terminar também o desmonte desta trincheira que corta a mamoa desde o centro até à periferia".

Durante a campanha que está a decorrer até ao dia 26, já estiveram presentes no trabalho de campo vários especialistas portugueses e espanhóis que têm acompanhado as investigações ao longo dos últimos anos e que se mostraram impressionados com o desenvolvimento dos trabalhos.

"Há milhares de anos de história por descobrir neste lugar e estamos muito entusiasmados com o avanço dos trabalhos. Teremos certamente dados muito importantes para revelar no Congresso Internacional de Arqueologia do próximo ano", concluem Primitiva Bueno e Rodrigo Balbín Behrmann, dois professores madrilenos, Catedráticos de História e Filosofia na Universidade de Alcalá de Henares.

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