Em declarações à Lusa, Horácio Guerreiro, diretor clínico do centro hospitalar que agrega os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, disse que a procura neste momento “é superior aos internamentos”, o que leva os especialistas da área a concluir que a doença, nesta fase, “não é tão grave como era inicialmente”.

“A pressão, em termos de procura, tem sido relativamente elevada. Em termos de internamentos, a subida tem sido ligeira, por enquanto”, garantiu, precisando que o centro hospitalar regista um total de 60 doentes com covid-19 internados, quatro dos quais nos cuidados intensivos.

Segundo Horácio Guerreiro, os números totais contabilizam 45 doentes internados na unidade de Faro: 40 na enfermaria covid-19, “que nunca chegou a fechar”, quatro na unidade de Cuidados Intensivos e, ainda, uma criança, sintetizou.

Na unidade de Portimão há 15 doentes internados, mas nenhum em cuidados intensivos, precisou, adiantando que há sete doentes na enfermaria covid-19, estando os restantes internados noutros serviços do hospital.

De acordo com o diretor clínico do CHUA, em Portimão “a logística do hospital é diferente” e há “mais quartos individuais”, sendo possível “isolar as pessoas mesmo dentro do serviço”, justificou.

Horácio Guerreiro enalteceu a assistência que o CHUA tem conseguido assegurar, mas reconheceu que esse trabalho está a ser feito com uma “elasticidade enorme” dos serviços e profissionais e “com um esforço enorme das equipas”.

“Mas, apesar de tudo, temos respondido à procura covid, temos conseguido manter a atividade de rotina, de uma forma geral, preservada e, ultimamente, não temos reduzido a produção não covid por causa dos doentes covid”, afirmou.

O diretor clínico do CHUA disse ainda que, apesar de os números de infetados estarem a subir e as previsões apontarem para um aumento de casos de covid-19 nas próximas semanas, o CHUA “ainda tem alguma margem”.

“Tem mostrado elasticidade e não estou a prever reduzir a atividade de rotina”, referiu, sublinhando que o fator que mais contribui para a redução da atividade assistencial é a falta de recursos humanos, sobretudo de anestesistas.

De acordo com Horácio Guerreiro, os doentes mais idosos que estão internados com covid-19 “têm situações mais graves”, porque muitas vezes “descompensam de outras situações” e patologias e “precisam de mais internamento”.

“Obviamente que, na taxa de internamento, predominam doentes idosos”, afirmou, frisando que “15% são doentes relativamente jovens, com menos de 70 anos de idade”, e contam com a vacinação completa, o que contribui para evitar doença grave.

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