"Os restantes passageiros apresentaram testes [negativos] realizados nas últimas 72 horas", esclareceu Bruna Gouveia, vice-presidente do IASAÚDE, em videoconferência, no Funchal.

A operação de rastreio de viajantes nos aeroportos da Madeira e Porto Santo teve início em 01 de julho, na sequência de uma resolução do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP, que impõe a obrigatoriedade de os passageiros apresentarem um teste negativo realizado até 72 horas antes do início da viagem, ou, então, a efetuá-lo à chegada.

Na quinta-feira, foi identificado um caso suspeito, no âmbito desta operação, que se encontra em estudo pelas autoridades de saúde, sendo que o viajante está em confinamento numa residência no concelho do Funchal.

"Ao fim de três meses, ainda não somos 'covid free' [sem covid], ainda temos os dois casos ativos importados", referiu o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, na mesma videoconferência, sublinhando que a estratégia adotada pelo executivo visa defender a saúde pública e proteger a economia regional, mas "não é infalível".

"Temos de continuar a testar e temos de continuar a seguir todos aqueles que chegam à nossa região", afirmou.

Os dois casos ativos de covid-19 na Região Autónoma da Madeira, um residente no concelho do Funchal, outro no concelho de Santa Cruz, zona leste da ilha, permanecem em isolamento numa unidade hoteleira e não necessitam de cuidados hospitalares.

Atualmente, 2.171 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde do arquipélago, 340 das quais em vigilância ativa.

Em Portugal, morreram 1.587 pessoas das 42.782 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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