Estas afirmações foram feitas no debate de atualidade pedido pelo CDS-PP sobre a resposta do país ao novo coronavírus, no qual surgiram também propostas como a requisição de “meios e profissionais” ao setor de saúde privado, por parte do BE, ou o encerramento de fronteiras, defendido pelo Chega.

Pelo PAN, a deputada Bebiana Cunha questionou porque “não se incentiva de forma mais assertiva o teletrabalho”, considerando que esta é a melhor forma de garantir o isolamento social e a segurança das pessoas.

“Ontem mesmo, nesta casa, o PAN já procurou sensibilizar o presidente da Assembleia da República para darmos um exemplo responsável ao país, transitando esta casa também para, em todas as situações possíveis, o teletrabalho e esperamos que outros partidos nos possam acompanhar nestas preocupações”, afirmou.

Já o líder e deputado único da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, utilizou o seu minuto no debate para apontar números sobre a pandemia, que disse serem da sua exclusiva responsabilidade e que até gostaria que venham a revelar-se errados.

“Os números subestimam os infetados verdadeiros, Portugal terá hoje não menos de 1.500 infetados reais”, afirmou, considerando que, mesmo com as medidas anunciadas pelo Governo, o sistema de saúde rutura entrará em rutura “em 24 dias”, pedindo coragem ao Governo para medidas adicionais.

Pelo BE, o deputado Moisés Ferreira defendeu que a resposta ao surto será melhor se Portugal “for capaz de reforçar já a resposta do Serviço Nacional de Saúde” (SNS) para cuidar das pessoas infetadas, propondo que possa haver “requisição de profissionais de meios ao setor privado” e que todos os equipamentos de proteção individual que Portugal conseguir produzir não sejam exportados.

Também a deputada do PCP Paula Santos enalteceu que “o SNS é fundamental nesta batalha” contra a pandemia e deixou como sugestão que se aproveite a infraestrutura ainda existente do hospital Pulido Valente.

“Esta crise de saúde pública não pode ser pretexto para explorar trabalhadores, cortar direitos ou salários”, avisou.

José Luís Ferreira, dos Verdes, reforçou a ideia defendida pelo PCP que de “não se pode contar com os privados” para problemas como o deste surto e defendeu que seja revista a lei dos compromissos para que os serviços de saúde possam adquirir material de que necessitam “sem terem de recorrer à central de compras”.

Já o deputado único do Chega, André Ventura, considerou que as medidas anunciadas na quinta-feira à noite e esta madrugada pelo Governo foram “tardias” e “pensadas mais para salvaguardar o clima económico e político”.

“Vamos ou não ter controlo nas fronteiras e aeroportos? Vamos ou não ter equipamentos suficientes para os profissionais?”, questionou.

A deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa questionou também o Governo sobre o que pretendia fazer em termos de controlo aeroportuário e pediu esclarecimentos sobre os transportes públicos.

“As pessoas não têm garantias que seja um método seguro, o que está a ser feito do ponto de vista dos transportes para garantir que não são um foco de infeção?”, questionou.

A ministra da Saúde, Marta Temido, no final do debate deu apenas uma resposta genérica à maioria das questões, admitindo que, depois de já serem rastreados os viajantes provenientes de China e Itália, pode ser necessário “o mesmo sistema para outros passageiros de áreas afetadas”.

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