“Tomámos todas as medidas para que eles tenham um período de quarentena normal. O hotel vai estar fechado, isolado com equipa médica durante 24 horas, ainda hoje vão ser testados e vai haver segurança para impedir que entrem e saiam pessoas”, disse aos jornalistas o ministro da presidência do Conselho de Ministros e assuntos parlamentares, Wando Castro.

Os passageiros, são-tomenses, na sua maioria, e também portugueses, chegaram ao país no voo da companhia STP Airways e saíram do aeroporto em quatro autocarros escolares, escoltados por batedores da polícia nacional e vigiados por agentes da segurança de estado.

“É uma quarentena em regime de isolamento e esperamos que toda a gente colabore e entenda que a medida é para o bem comum”, sublinhou Wando Castro, acrescentando que se tem que “evitar a todo o custo que o coronavírus entre em São Tomé”.

O governante referiu que “toda a gente que vem de um país com muitos casos é tratada como um suspeito e como suspeito”, por isso deverá ficar em quarentena.

“As pessoas vão ter todas as refeições, acesso aos seus telefones, a internet, televisão, livros, revistas, baralho de cartas, e vão poder usar a piscina, mas nada de contacto, pelo menos visual, com a família durante os próximos 15 dias”, garantiu Wando Castro.

Este voo da STP Airways é o último no espaço aéreo de São Tomé e Príncipe durante os próximos 15 dias.

O Conselho de Ministros reuniu na sexta-feira e decidiu encerrar o espaço aéreo com efeito a partir de hoje, 21 de março.

“Fica interditado o espaço aéreo nacional por um período de quinze dias, com efeito a partir das 12 horas de sábado, 21 de março do corrente ano. Embora não se verifique até à presente data qualquer caso suspeito de coronavírus no país, o Governo São-tomense apela à calma e tranquilidade a toda a população, e que adotem sempre as medidas sanitárias recomendadas pelo Ministério da Saúde”, indica o comunicado do Conselho de Ministros a que a Lusa teve hoje acesso.

O voo da STP Airways que transportou os 110 passageiros submetidos a quarentena obrigatória, leva para Lisboa 235 passageiros que se encontravam no país à espera do primeiro avião para regressar aos seus países de origem.

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