Na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, Rui Portugal afirmou que “tendo as pessoas uma situação regularizada em termos de emprego, é emitido um certificado de isolamento profilático pela autoridade de saúde que lhes garante, em relação à Segurança Social, uma cobertura”.

O responsável frisou que as pessoas que “vivem da economia informal” dependem dos municípios, a quem reconheceu o esforço que têm feito para “reter em isolamento” essas pessoas, “garantindo-lhes alimentação e algum rendimento base para pagar contas e o mínimo para um determinado bem-estar”.

É o que tem acontecido, por exemplo, nas autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, onde se tem verificado a maioria dos novos casos nas últimas semanas, destacou.

O subdiretor-geral de Saúde frisou que o isolamento é “o instrumento mais forte” no combate à pandemia e que é possível “porque há uma solidariedade dos portugueses através da segurança social”, mas admitiu que o processo ainda é demasiado burocrático.

“Exige algum procedimento administrativo e burocrático, que tenderá a aliviar-se assim que consigamos automatizar alguns dos procedimentos que têm que ser feitos”, referiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.738 pessoas das 51.569 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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