Depois de em agosto os CTT terem aplicado aumentos salariais relativos a 2019, os sindicatos que não chegaram a acordo apresentaram em outubro uma nova proposta.

“Em sequência, e após análise ponderada por parte da empresa”, a mesma não foi aceite, “por ser demasiado onerosa”, tendo os CTT, “num contexto de aprofundamento de um salutar clima de diálogo e paz social” feito “uma contraproposta de revisão dos aumentos dos vencimentos bases auferidos em 31 de dezembro de 2018″, explicou a mesma fonte.

A proposa prevê um aumento de 1,2% para os salários até 1.296,54 euros, de 1,0% para as remunerações entre 1.296,55 euros e 1.926,65 euros, e de 0,8% para o intervalo entre 1.926,66 euros até 2.821,10 euros, com a garantia de um aumento mínimo de 10 euros.

“A esta proposta da empresa, todos os sindicatos deram o seu acordo”, acrescentou fonte oficial dos CTT.

“Uma vez que os vencimentos já tinham sido atualizados a 01 de janeiro, nos anteriores moldes e no passado mês de agosto”, os CTT propuseram “que as necessárias regularizações se concretizassem no processamento de dezembro e que no processamento de novembro deixassem de ser efetuadas as regularizações que vinham a ser efetuadas, no caso de alguns colaboradores”, disse.

Os CTT pretendem admitir 100 carteiros até final do ano, bem como 50 operadores de loja, dos quais 33 já foram contratados.

“Esta revisão dos aumentos também abrangerá os colaboradores da CTT Expresso, CTT Contacto e Payshop”, referem os CTT, que destacam “o espírito de abertura, frontalidade e cordialidade em que decorreram estas negociações entre as partes envolvidas, e relembrar que este é o quinto ano consecutivo de aumentos salariais na empresa, num quadro de acordo entre esta e os sindicatos”.

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