Afirmando que a expansão da rede do Metro do Porto é “absolutamente imprescindível e indiscutível”, Hermínio Loureiro disse que o próximo passo, depois de garantido um investimento de “280 milhões de euros ou mais”, é “procurar as convergências necessárias” para a Área Metropolitana do Porto (AMP) definir quais as linhas a construir.

“Acredito que é possível” alcançar consenso, observou, acrescentando que hoje mesmo, em reunião do CmP, os autarcas provaram “que é muito mais” aquilo que os une do que o que os separa, ao aprovarem por unanimidade o contrato de delegação na AMP das competências do Estado na gestão da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), e outros documentos relacionados com a transferência para os seis municípios que são servidos pelo operador público de transportes.

Hermínio Loureiro admitiu que “naturalmente cada município vai lutar por aquilo que achar melhor para as suas populações” e que “se o dinheiro [disponível] não chega para todos, todos têm de se entender em relação às prioridades”.

Para o também autarca de Oliveira de Azeméis não há dúvidas: “tendo em conta os recursos financeiros disponíveis é preciso saber adaptá-los às prioridades”.

O presidente do CmP, que hoje se reuniu no Europarque, em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, “mais do que a pressão política, é muito importante que qualquer decisão esteja bem fundamentada” e “o mundo não acaba amanhã, há naturalmente que elencar prioridades”.

Certo é que “nada disso seria possível se não tivéssemos garantido o financiamento”, sublinhou Hermínio Loureiro, que considera que se a discussão sobre a expansão da rede do metropolitano tivesse começado pela discussão das linhas “garantidamente hoje não existiam 280 milhões” de euros disponíveis.

Na reunião de hoje, o CmP aprovou também, apenas com a abstenção de Valongo, a expansão do zonamento do título de transporte público Andante a toda a AMP, que prevê a criação de 75 novas zonas.

O documento aprovado na generalidade carece ainda da aprovação por parte de cada um dos 17 municípios da AMP.

O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro (PS), disse não se sentir confortável em aprovar o documento por ter tido a indicação por parte dos serviços municipais de que o novo mapa de zonas do Andante “pode ser prejudicial para os munícipes”.

“Este passo é fundamental, mas olhando à lupa tenho que estar confortável e não tenho esse conforto”, justificou José Manuel Ribeiro.

De acordo com o documento aprovado, a expansão do zonamento para os sete municípios da AMP ainda não cobertos pelo título encontra-se também segmentada por setores, sendo que “cada setor tem por base um município central, ainda que extravase os seus limites”.

A comissão executiva do CmP garantiu que este novo zonamento “não aumenta o preço” dos títulos de transporte.

Depois de cada uma das autarquias validar as suas zonas, o documento será enviado ao Ministério das Finanças e à secretaria de Estado do Ambiente para aprovação, tendo em conta a comparticipação nos passes sociais.

Hermínio Loureiro enalteceu a “implementação do Andante a toda a AMP”, afirmando ser “uma vontade inequívoca de todos os municípios”, que querem “incentivar ainda mais o uso dos transportes públicos” e se preocupam com a mobilidade.

“Não está ainda definitivamente resolvida a situação, cada um dos municípios irá agora fazer o seu trabalho de casa”, disse, mas “esta reunião ficará certamente na história do CmP e das suas decisões”, pois “finalmente aprovou a questão dos STCP e o alargamento do Andante aos 17 concelhos que integram a região.

O autarca destacou “a coragem dos seis municípios onde a STCP opera, com particular atenção para o Porto”, bem como “a convergência” dos 11 municípios que não são servidos pelos autocarros da empresa e “a coesão de todos” os 17 concelhos quanto ao dossiê STCP.

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