Em comunicado, o governo do estado localizado no centro sul do México, informou que 126 adultos e 35 menores foram presos “por vários atos de vandalismo” em estabelecimentos comerciais nos municípios de Acolman, Ecatepec, Naucalpan, Nicolas Romero, Tultepec e Tecamac.

Residentes de Ecatepec confirmaram à agência Efe ter presenciado pilhagens em centros comerciais e lojas na zona, e denunciaram que a polícia não estava a intervir apesar dos assaltos.

Dos adultos detidos, 106 são homens e 20 mulheres, e entre os menores há 30 do sexo masculino e cinco do sexo feminino.

O Presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu “mão pesada” face o agravamento dos protestos pela subida dos preços dos combustíveis, que na quarta-feira se intensificaram com atos de vandalismo, cortes de estradas e nos terminais da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) em vários pontos do país.

O preço da gasolina aumentou 20,1% e o do gasóleo 16,5%. A partir de 18 de fevereiro, o preço vai ser atualizado diariamente pelo Governo.

Esta é a primeira fase da abertura do mercado do combustível aos privados e da liberalização dos preços, inicialmente prevista para 2018, mas o Governo decidiu antecipar um ano a decisão.

“Isso provocou o descontentamento, é muito claro e compreensível. Devemos explicar porque o fizemos. Sabemos que é impopular”, disse o subsecretário de Estado.

O aumento do preço dos combustíveis é uma das etapas da reforma energética iniciada por Pena Nieto, para revitalizar o setor do petróleo.

O Presidente assinou em agosto de 2014 uma reforma histórica para acabar com o monopólio estatal de quase 80 anos do setor, abrindo a produção de petróleo no México a empresas privadas estrangeiras.

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