A denúncia partiu do Sindicato Independente dos Médicos, que referiu esta terça-feira que "o Serviço de Urgência não recebe doentes", estando "encerrado às ambulâncias e aos cidadãos".

"Desde ontem à noite, dezenas de macas acumulam-se, com equipas que chegam a ser um especialista e um interno e que ainda têm de assegurar a urgência interna", pode ler-se.

Contudo, o Conselho de Administração do hospital explicou já à Agência Lusa que o serviço de urgência tem estado "muito congestionado nos últimos dias, devido à elevada afluência de doentes", mas que há acompanhamento dos doentes que se dirigem ao local.

"Importa clarificar que as urgências não estão encerradas, mas apenas bloqueadas para o CODU/INEM. Todos os doentes que se desloquem diretamente à urgência serão admitidos", foi referido. Além disso, os doentes críticos são reencaminhados para outras unidades hospitalares, conforme a sua situação clínica.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste não avança datas para a regularização do serviço, estimando que "a situação seja estabilizada a breve trecho".

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Estes concelhos dividem-se entre os distritos de Lisboa e Leiria e representam uma população de cerca de 293 mil pessoas.

Devido à situação nas urgências, o SIM divulgou ainda um ofício enviado à presidente do Conselho de Administração do CHO, Elsa Baião, em que exige a contratação de médicos, depois de ter tido conhecimento de que "as equipas do Serviço de Urgência de Torres Vedras não cumprem os níveis de segurança necessários, exigidos pelos critérios mínimos definidos pela Ordem dos Médicos".

O sindicado considera tratar-se de "uma situação inadmissível, que coloca em risco a segurança na prestação de cuidados à população abrangida por esta instituição, que desde segunda-feira, por sobrelotação, não recebe doentes".

No oficio, o sindicato apela ao Conselho de Administração, ao Governo e à Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo para que "contrate médicos, ou que crie condições que facilitem a sua contratação, para agilizar a resolução desta situação quanto antes".

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