• O RT: O Risco de Transmissão foi calculado em 1,14 no período de dois a seis de setembro, cerca de 457 novos casos por dia, revelou a ministra da Saúde. Já a taxa de incidência nos últimos sete dias é de 32,6 novos casos por cem mil habitantes e nos últimos 14 dias é de 55,8 novos casos por cem mil habitantes.
  • “Achatar a curva”: O desenvolvimento de uma vacina e de um tratamento foi um dos grandes temas da semana depois da suspensão de testes de vacina da farmacêutica AstraZeneca. Marta Temido abordou, não diretamente, mas aproveitando o aproximar do regresso às aulas presenciais para relembrar que "até à vacina e ao tratamento eficaz há um risco real".  A ministra da Saúde garantiu que há data “estamos melhor preparados para dar resposta a esse contexto [de pandemia], em termos de recursos, de métodos de trabalho, em termos de conhecimentos", mas que, neste momento, a única forma de “achatar a curva” é através do “esforço individual de cada um”.
  • Como é que as escolas vão lidar com casos suspeitos e/ou positivos: A diretora-geral da Saúde assumiu que "a intenção é que encerrar na totalidade uma escola seja uma exceção". Graça Freitas explicou que as decisões a tomar sobre um estabelecimento de ensino serão sempre decididas de forma colegial envolvendo elementos da autoridade de saúde local e do agrupamento em que a escola se insere, sendo que a resposta dada tem de ter em conta várias variáveis, nomeadamente o comportamento do vírus naquela comunidade em que está inserida a escola e os contactos da pessoa em causa. A diretora-geral explicou que o com as recomendações feitas de limitação de espaços e movimentos, o objetivo é, quando possível, limitar a ação perante um caso suspeito ou de infeção a uma turma ou zona sendo que o encerramento da escola só acontecerá “em casos extraordinários”.

  • Fiscalização dos espaços em redor das escolas: Uma das medidas anunciadas na quinta-feira pelo Conselho de Ministros foi a de que nos restaurantes, cafés e pastelarias a 300 metros das escolas, os grupos estão limitados a um máximo de quatro pessoas. Sobre a fiscalização desta medida, Marta Temido afirmou que todas as pessoas são “agentes de saúde pública” e este “é um momento” de responsabilidade individual e coletiva. “Compreendo as preocupações que todos possam ter com aquilo que possam ser comportamentos menos adequados ao respeito pelas regras, mas também sei que podemos contar com a sociedade civil para alertar designadamente os mais novos, a comunidade escolar, os encarregados de educação quando as regras não forem respeitadas”, disse a ministra.
  • Aviso às famílias: "As famílias têm que entender que se vivem em casas diferentes, em núcleos diferentes e em bolhas diferentes, quando se juntam, estão a juntar mundos diferentes e que basta uma pessoa infetada… O convívio tem de ser diminuído. Nós estamos numa pandemia, não gostamos de estar, mas estamos de facto numa pandemia. Há um conjunto de medidas que fazem efeito e as máscaras ajudam a essas medidas. São um método barreira que ajuda à proteção, não são milagrosas. Se fossem milagrosas eram a única medida que nós recomendávamos. Fazíamos a nossa vida como sempre fizémos e usávamos uma máscara sempre. A máscara é um método barreira, é importante, mas tem o seu valor incluído num grupo de medidas", alertou Graça Freitas.

  • Decisão do Reino Unido de retirar Portugal continental do corredor aéreo: “É uma decisão de um país soberano com o qual não podemos concordar, mas que respeitamos”, disse Marta Temido. A ministra lembrou que o Governo tem sempre defendido que a avaliação da situação epidémica de um país para efeitos de viagens deve ser objeto de um tratamento uniforme entre os vários países da União Europeia. “No caso do Reino Unido, um país com o qual temos um conjunto de relações e de histórico de relações, que sugerem essa abordagem, achamos também que o critério multifatorial é mais adequado do que eventualmente o critério só da incidência de novos casos nos últimos sete dias, nos últimos 14 dias”, defendeu.

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