O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas responsabiliza o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, pelo facto de os professores e funcionários deste setor não terem sido incluídos nos grupos prioritários de vacinação, noticia o Público esta sexta-feira.

Para o presidente do organismo, António Sousa Pereira, “não há nenhuma razão científica que justifique” esta opção, referindo que “só pode ter sido política”. “As justificações que ele [ministro] tem apresentado não têm racional possível”, acrescenta.

A exclusão do ensino superior na vacinação provocou “um grande desconforto” entre docentes, segundo o presidente da CRUP, que refere ainda que há até professores universitários que estão a recusar dar aulas presenciais enquanto não forem vacinados.

A presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup), Mariana Gaio Alves, confirmou a situação à publicação, revelando que os professores se sentem “abandonados e injustiçados” e explicou que, com o regresso às aulas presenciais, vários colegas recorreram à prerrogativa apresentada no início do ano letivo pelo Snesup, que prevê que os docentes possam recusar dar aulas de forma presencial sempre que considerem que as devidas condições sanitárias não estão reunidas.

No mês passado, o ministro Manuel Reitor considerou que os professores do Superior não podem passar à frente de outras pessoas prioritárias e esta semana justificou a decisão, considerando que o período de contacto entre docentes e alunos é menor neste nível de ensino.

Assim, de acordo com o Público, o critério seguido pela task-force da vacinação para excluir o ensino superior da vacinação prioritária visa a consideração de que o recurso ao ensino à distância é mais eficaz para os alunos mais velhos - muitas instituições mantiveram um sistema misto, com aulas presenciais e online – e foi também considerado que o ensino com crianças tem tendência a criar um cenário de maior proximidade física entre professores e alunos do que com adultos.

Mariana Gaio Alves garantiu, no entanto, que a ideia “não corresponde de todo à verdade” e que em aulas práticas, como laboratórios ou ateliers, a proximidade entre docentes e alunos será até maior neste nível de ensino do que na escolaridade obrigatória.

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