“Nunca partimos realmente, mas estamos a reafirmar o facto de que é manifestamente do interesse dos Estados Unidos ter uma grande relação com a NATO e com a UE. Tenho uma opinião muito diferente do meu predecessor [Donald Trump] sobre este aspeto”, afirmou Joe Biden.

O Presidente dos Estados Unidos falava à entrada para a cimeira UE-Estados Unidos, que decorre hoje no Conselho Europeu, em Bruxelas, e que reunirá Joe Biden com os presidentes da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e do Conselho Europeu, Charles Michel.

Após ter chegado à Bélgica no domingo e ter participado, na segunda-feira, na cimeira dos chefes de Estado e de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), Biden afirmou hoje que “existe uma grande oportunidade” para os Estados Unidos “trabalharem estreitamente com a UE e com a NATO”.

“Temos um sentimento muito bom, achamos que a receção tem sido boa”, sublinhou Joe Biden.

A seu lado, Ursula von der Leyen reconheceu que os “últimos quatro anos não foram fáceis” e que o mundo e a Europa mudaram “dramaticamente”, mas garantiu a Joe Biden que a UE se mantém um “amigo e um aliado” dos Estados Unidos.

“É um prazer e uma honra tê-lo aqui. O fato de se ter deslocado [aqui] tão cedo no seu mandato, mostra a sua ligação pessoal à Europa e é algo que nós apreciamos verdadeiramente. (…) Estamos ansiosos por trabalhar juntos”, sublinhou a presidente da Comissão Europeia.

Também o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse estar “muito satisfeito” por poder dar as boas-vindas a Bruxelas ao chefe de Estado norte-americano, o que mostra que os Estados Unidos “estão de volta ao palco internacional”.

“Isto são muito boas notícias: são muito boas notícias para a nossa aliança, mas também para o mundo. E estamos verdadeiramente contentes por trabalharmos consigo, de maneira a conseguirmos abordar alguns desafios globais importantes”, apontou.

Charles Michel e Von der Leyen reúnem-se hoje em Bruxelas com Joe Biden naquela que é a primeira cimeira EU-EUA desde 2017.

Durante o encontro, Bruxelas e Washington tentarão compromissos sobre as vacinas contra a covid-19, metas climáticas e comércio.

Realizada quatro anos depois da última, esta cimeira foca-se na recuperação da crise sanitária e económica pós-pandémica e na melhoria das relações comerciais, esperando-se que uma declaração conjunta seja assinada no final da reunião.

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