Há exatamente 38 anos, neste mesmo dia, o Flamengo vencia a Taça Libertadores com um bis de Zico. Coincidência das coincidências, quase duas décadas depois, os jogadores do Mengão voltam a erguer o mesmo troféu, no mesmo dia, também aos ombros de um bis, desta feita de Gabriel Barbosa, o artilheiro de serviço do Maracanã.

Este título é de Jorge Jesus, um treinador criticado e desvalorizado que reergueu uma das maiores equipas do Brasil e revolucionou o futebol brasileiro, em tempos inovador, antes da chegada do técnico, parado no tempo e puramente dependente da qualidade individual de talentos emergentes. Hoje o Flamengo, uma equipa sul-americana, joga bem. Sabe jogar em equipa e deixar espaço para a criatividade dos avançados.

Esta final é incrível, esta viagem uma epopeia. É bonito ver, num jogo impróprio para cardíacos, o golo da vitória ser marcado aos 90+2, uma combinação de números que roubou a 'JJ' a primeira final europeia ao serviço do SL Benfica. É bonito ver, nas imagens que passam na televisão, Portugal pintado de vermelho e negro (não me lembro de uma equipa estrangeira ter apaixonado e tomado assim de assalto o país), rendido a uma equipa de um campeonato que poucos acompanhavam.

Por isto mesmo, a agenda de amanhã só pode ser uma: Palmeiras Vs. Grémio amanhã às 19h00.

Porquê? Porque se o resultado da antiga equipa de Scolari for outro que não uma vitória, o Flamengo em dois dias junta o título de campeão brasileiro ao de campeão sul-americano.

Se ele não é o cara, não sei quem é.

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