Para Jorge Soares, "é tempo de promover uma reflexão sobre a compaixão“, entendendo que em Portugal, como em muitos países desenvolvidos, se morre "mal, sem afeto e compaixão".

Na sessão inaugural do seminário de encerramento do ciclo de debates "Decidir sobre o final da vida", na Fundação Champalimaud, em Lisboa, o responsável do CNECV lembrou ainda que "não se alivia o sofrimento sem empatia ou compaixão” por mais evolução que haja na medicina e ao nível científico.

Jorge Soares referiu também a importância dos cuidados paliativos, frisando que em Portugal chegam a "uma fração pequena de pessoas".

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida encerra hoje um ciclo de debates que ao longo de oito meses promoveu 11 sessões por vários pontos do país sobre questões como a eutanásia, a morte assistida ou a decisão sobre o final da vida.

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou, em fevereiro, o seu anteprojeto que permite as duas formas de morte assistida, a eutanásia e o suicídio assistido, e admitem a sua realização em estabelecimentos de saúde oficiais e em casa do doente.

Depois de um ciclo de debates pelo país, promete agora apresentá-lo no primeiro trimestre de 2018.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), com um deputado, foi o primeiro a apresentar um projeto de lei sobre a morte assistida e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) também anunciou uma iniciativa neste sentido.

Um grupo de deputados do PS tem o acordo da direção do partido para apresentar uma iniciativa ou apoiar uma das já existentes ou a apresentar.

À direita, o PSD já decidiu dar liberdade de voto, apesar de prometer uma posição oficial e admitir todos os cenários, incluindo o do referendo. O CDS-PP é contra.

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