"Quero cumprimentar-vos, porque o concelho continua a acreditar no futuro, a criar emprego e a criar novos investimentos. Nós temos aprovados mais de 55 milhões de euros de investimentos das empresas [de Felgueiras] no Portugal 2020. Estes 55 milhões de euros vão criar mais 300 postos de trabalho no concelho", afirmou.

O ministro falava numa empresa local, do setor do calçado, na cerimónia de assinatura de um acordo entre a Infraestruturas de Portugal e a Câmara de Felgueiras que vai permitir avançar com o projeto de execução de uma nova via que ligará a zona industrial de Cabeça de Porca à autoestrada A42, uma obra que deverá custar cerca de oito milhões de euros.

Pedro Marques sinalizou que entre as candidaturas aprovadas encontra-se uma, de grande dimensão, com um investimento de 20 milhões de euros, num setor que não o do calçado, que predomina em Felgueiras, o que permitirá diversificar da base económica do concelho.

Falando para autarcas da região e alguns empresários locais que assistiam à cerimónia, referiu que o Portugal 2020 vai continuar a apoiar os projetos inovadores, graças à reprogramação daquele quadro comunitário que o Governo está a ultimar.

O ministro referiu que serão, nesse âmbito, disponibilizados cinco mil milhões de euros para vigorar até ao final do Portugal 2020, que se juntam aos nove mil milhões de apoios já concedidos até ao momento.

Pedro Marque dirigiu-se também ao presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca (PS/Livre), para explicar que o Governo e a Infraestruturas de Portugal têm desde a primeira hora a "mesma atitude" em relação à nova variante, tendo apenas mudado, entretanto, a disponibilidade da autarquia.

"O que eu tenho de dizer com sinceridade é que mudou para melhor a disponibilidade da Câmara de Felgueiras para executar o projeto", anotou.

O ministro referia-se, implicitamente, a dificuldades com a anterior gestão camarária, do PSD, que discordava das condições propostas pelo Governo, nomeadamente com o facto de caber à autarquia assumir os custos da aquisição dos terrenos e uma fatia de 15% dos encargos da obra.

"Este presidente de câmara é daqueles que não largam o Governo para que as coisas aconteçam. É o típico presidente de câmara que eu quero encontrar e com quem quero trabalhar, porque eu acho que são assim os autarcas do século XXI", disse.

Por seu turno, o presidente da câmara reconheceu o apoio do Governo na construção da nova acessibilidade e explicou que a estratégia do novo executivo camarário, ao aceitar comparticipar nos custos da obra, traduz a importância que é dada à dinamização da economia e ao emprego.

Dizendo-se orgulhoso pela aposta, Nuno Fonseca disse ser um sinal de que Felgueiras quer alinhar com a estratégia do Governo ao nível da dinamização da economia.

A futura variante terá uma extensão de cerca de cinco quilómetros e permitirá retirar milhares de viaturas do centro da cidade, aproximando a zona industrial da autoestrada.

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