A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) considera que o estado português tem folga orçamental para a descida do IRC e do IRS. Quem o diz é o vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, assinalando os 6,8 mil milhões da dita folga, números esses que a confederação utilizará para enviar uma proposta ao governo no sentido da redução dos impostos.

"Segundo a execução orçamental, a arrecadação de receita em matéria de IRS, IRC e IVA está a aumentar de forma significativa. Comparando com o período homólogo, está a aumentar 5,4 mil milhões de euros, que são lucros extraordinários que nem sequer estavam previstos no Orçamento do Estado para este ano. Este valor deve retornar à economia que o gerou, porque foram as famílias e as empresas que, sob a forma de IVA, IRS e IRC, geraram esse retorno", salientou Armindo Monteiro durante a conferência "Sinais Vitais" promovida pela confederação patronal.

Ainda de acordo com cálculos da confederação, a este ritmo o estado chegará ao final do ano com 10 mil milhões de euros em receitas fiscais e contributivas, ou seja, mais 8 mil milhões do que o previsto no Orçamento para 2022. "O governo está apenas a devolver 1/3 e mantém 2/3 para proveito próprio". Resumidamente, segundo a CIP, se realmente o estado chegar aos 10 mil milhões de receitas, só terá gasto 3,2 mil milhões, cerca de 33% do bolo de impostos e descontos para a Segurança Social, ficando com 6,8 mil milhões, cerca de 66%.

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