O vento sacode tudo. As árvores da avenida da República, que rasga Lisboa do Saldanha ao Campo Grande, tremem. Ontem à mesma hora, só calor. A meteorologia inconstante é um dos sinais de que algo vai andado mal. Mas não é o único.

Os humanos estão a alterar os ecossistemas do planeta de uma forma dramática e a um ritmo sem precedentes: cerca de um milhão de espécies de animais e plantas estão em risco de extinção.

As conclusões são do  relatório de Avaliação Global sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas da Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES). Mas há esperança: vários casos de estudo mostram que é possível inverter o declínio da biodiversidade.

São exatamente estas ideias que se estão a discutir num bosque que o Porto tem guardado entre as vivendas da Foz e os blocos da Pasteleira. Subordinada ao tema "Como enfrentar o perigoso declínio da natureza? Da avaliação do IPBES à ação", a conferência é organizada pela Fundação de Serralves, juntamente com o CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Universidade do Porto).

O objetivo é olhar para os problemas do passado e do presente — e os desafios do futuro. O relatório que serve de base a esta conferência transmite quatro mensagens-chave: primeiro, a vital contribuição da Natureza para as pessoas estão a deteriorar-se globalmente; os agentes de mudanças estão em rápida alteração; as metas de conservação e sustentabilidade até e após 2030 só podem ser alcançadas através de mudanças transformadoras em fatores económicos, sociais, políticos e tecnológicos; a conservação, restauração e uso sustentável da Natureza requerem esforços urgentes e concertados para promover tais mudanças transformadoras.

A conferência surge na reta final da década das Nações Unidas sobre a Diversidade (2011-2020). Por esta altura, é evidente que as Metas de Biodiversidade de Aichi, da Convenção sobre Diversidade Biológica não serão cumpridas, explica Serralves.

O evento é gratuito (mediante inscrição) — e o público é convidado para se juntar às discussões, donde se espera que surjam contribuições para a Estratégia de Biodiversidade Pós-2020.

Importa também lembrar que hoje é dia mundial de prevenção do suicídio. O tema é delicado. Aqui no SAPO24, abordei-o em março do ano passado, num trabalho entre o apelo e a reflexão.

Hoje, o ‘Expresso’ traz outra perspetiva do mesmo tema: os voluntários da linha telefónica SOS Voz Amiga.

Até amanhã, eu sou o Pedro Soares Botelho e hoje o dia foi assim.

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