“Mesmo não estando em circunstâncias para festejos, espero que amanhã os agentes culturais de todo o país possam beber um 'drink', para finalmente festejar a demissão da ministra da Cultura e assim poderem ter esperança numa cultura menos elitista e mais digna”, afirma o presidente interino daquela estrutura, em comunicado.

Na segunda-feira, à margem da apresentação de obras de arte contemporânea adquiridas pelo Estado, a ministra da Cultura foi confrontada com a informação de que o grupo informal União Audiovisual está a apoiar semanalmente entre 150 a 160 trabalhadores do setor em dificuldades, e escusou-se a responder.

Trabalhos cancelados. União Audiovisual apoia “150 a 160” trabalhadores da Cultura por semana com bens alimentares
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"Hoje só falo da coleção de arte contemporânea", disse, convidando em seguida os jornalistas para “um ‘drink’ de fim de tarde”.

Para a Juventude Popular, o setor da cultura e dos eventos "estão a passar por uma crise nunca antes vivida: não estando proibidos de trabalhar, não têm trabalho, e esse é que deveria ser o foco de todo o Governo, em encontrar soluções para este setor” e evitar que seja necessário “mais à frente” o Estado “pagar mais em prestações sociais”.

Francisco Mota salienta que “a política do gosto, da perseguição e da imposição de uma agenda ideológica para a cultura já não se compreendia nem era aceitável, mas gerir a coisa pública sem noção da realidade apenas demonstra a incapacidade para o lugar por parte da ministra”.

Na ótica do presidente da JP, “a cultura merece muito mais e melhor”, nomeadamente “alguém que reconheça o valor das tradições e da cultura portuguesa, que valorize os novos protagonistas culturais e que não faça de Lisboa o centro cultural de um país que é muito mais que a capital”.

“Graça Fonseca não compreendeu que estar no Governo de Portugal não é impor o seu gosto, condicionar a liberdade cultural dos portugueses e gerir para os amigos de sempre com programas elitistas de televisão pagos por todos os portugueses”, acrescenta.

A JP lembra ainda que “já tinha pedido a demissão da ministra da Cultura, aquando do episódio com os forcados de Évora, quando Graça Fonseca negou um barrete”.

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