“Aprendamos com o caminho feito: valeu a pena cada uma das vezes que defendemos o país, apesar de Bruxelas”, afirmou Catarina Martins, num pedido de esclarecimento no debate sobre o estado da nação, no parlamento.

Catarina Martins defendeu que se o país precisa de reconstruir os seus serviços públicos e o seu território não deve adiar “uma estratégia orçamental que leve o combate à desigualdade, social e territorial, tão a sério como as metas do défice orçamental”.

“Que assuma o enorme falhanço da estratégia europeia e afirme o que já sabíamos e já demonstrámos: Não há consolidação orçamental sem crescimento económico, não há crescimento económico sem recuperação de salários e pensões, sem recuperação do Estado Social”, defendeu.

Catarina Martins começou por se referir a uma entrevista do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ao Público e à Rádio Renascença, na qual defendeu que o entendimento entre PS e os partidos à esquerda não pode excluir matérias europeias.

A deputada disse que o BE "nunca se colocou fora desse debate” e lembrou a criação de um grupo de trabalho com o PS sobre o Tratado Orçamental, cujo relatório defende que “as exigências continuadas de saldos primários excessivos” são “politicamente insustentáveis”.

Para o BE, o Governo PS começou no início da legislatura por "rejeitar a chantagem europeia e manteve-se fiel ao compromisso que mantinha com o BE e o país" para o aumento do Salário Mínimo e para a criação de emprego.

Com críticas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, Catarina Martins acusou o Governo de ter, desde aí, “mudado de postura”: “O Governo viu desaparecer, em cada décima de défice cortada por Bruxelas e sempre ultrapassada pelo ministro das Finanças, a capacidade de investimento na saúde, nos transportes, na educação na ciência”, afirmou.


Última atualização às 12:12

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