Os Estados Unidos também expressaram “preocupação” com a realização das eleições no Bangladesh, vencidas pelo partido no poder, e pediram às autoridades que “respondam a acusações de irregularidades”, num comunicado divulgado hoje pelo Departamento de Estado.

“A mobilização dos eleitores e a participação da oposição nas eleições pela primeira vez, em dez anos, refletem as aspirações do povo de Bangladesh à democracia”, saudou o serviço diplomático da União Europeia (EU) numa declaração feita pelo seu porta-voz.

No entanto, a UE lamentou a forma como o processo decorreu: “A violência manchou o dia das eleições e houve obstáculos à competição justa durante todo o processo que mancharam a campanha eleitoral e a votação”.

O porta-voz da UE defendeu, por isso, que “as autoridades nacionais competentes devem agora garantir que as alegações de irregularidades sejam devidamente examinadas”.

Os Estados Unidos, por seu lado, notaram “com preocupação” a informação existente sobre uma campanha de “intimidação e violência, no período que antecedeu a eleição, que dificultou a ação de muitos candidatos da oposição”.

“As irregularidades no dia da votação”, que “impediram muitas pessoas de irem às urnas”, são outra das preocupações dos Estados Unidos, segundo o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Robert Palladino, citado pelas agências.

“Encorajamos fortemente todas as partes a não recorrerem à violência, e a Comissão Eleitoral a trabalhar de forma construtiva, com todos [os candidatos] para responder às acusações de irregularidades”, conclui o Departamento de Estado.

A oposição já exigiu uma nova votação após a esmagadora vitória conquistada no domingo pela Liga Awami, o partido no poder, com 288 dos 300 assentos no parlamento.

O Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP) denunciou casos de intimidação de seus partidários, problemas nas urnas e a prisão de 15 mil ativistas desde o passado dia 8 de novembro.

De acordo com os dados da polícia, a violência durante a campanha eleitoral resultou em 21 mortes, mas as autoridades de Bangladesh negam qualquer fraude.

“A eleição foi totalmente livre e independente, não há dúvida sobre isso”, afirmou a primeira-ministra Sheikh Hasina, que, no domingo, venceu o seu terceiro mandato consecutivo de cinco anos desde 2008.

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