Os vencedores da 11.ª edição do OP de Lisboa foram anunciados ao final da tarde de hoje, numa cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho da capital.

A edição deste ano contou com 128 projetos a votação, que recolheram um total de 37.673 votos, segundo foi anunciado na cerimónia.

O projeto mais votado, inserido na categoria dos projetos estruturantes, foi a construção de uma estátua de homenagem ao Pupilo do Exército (5.591 votos), que recebeu uma verba de 80 mil euros.

Já o segundo mais votado, inserido na categoria dos projetos para a zona norte da cidade, foi a requalificação de um campo de jogos para alunos do ensino básico (2.672 votos), na freguesia de Benfica, para a qual foi alocado um orçamento de 100 mil euros.

Outro dos projetos mais votados foi a requalificação dos espaços de recreio da EB1/JI Gaivotas (2.608 votos), inserido na categoria dos vencedores da zona do centro histórico de Lisboa, orçamentado em 100 mil euros.

Para a zona centro da cidade, o projeto que mereceu mais votos foi a requalificação da Azinhaga das Teresinhas (2.412 votos), situado na freguesia de Alvalade, com um orçamento de 100 mil euros.

Na categoria dos projetos estruturantes destacou-se também a construção de galerias de artes do parque, da autoria do artista Bordalo II.

Este projeto passa pela criação de estúdios para artistas, a pensar nos artistas jovens para quem “é cada vez mais difícil conseguir organizar a vida e a carreira e ter um estúdio em Lisboa, onde as rendas estão a subir”.

“Estas galerias de artes serão construídas a partir da reciclagem de contentores marítimos, contribuindo para a economia circular, transformando-os em ateliers e oficinas para aqueles que aqui terão as suas residências artísticas e provando que a reciclagem, a arte, em particular a ‘street art’, a formação, o ensino e o respeito pelo ambiente e pela natureza podem e devem viver em conjunto e sintonia”, segundo a descrição do projeto feita pela autarquia.

Uma das novidades da edição deste ano foi o aparecimento de projetos com selo verde, avaliados com base em critérios como a capacidade de mitigar e adaptar-se às alterações climáticas, de promover a mobilidade sustentável e a diminuição da poluição do ar e ruído e de respeitar a natureza e a biodiversidade.

Neste âmbito, os três projetos que mereceram a distinção de selo verde foram respeitantes à criação de um espaço de incubação e dinamização na Penha de França, um projeto de mobilidade em Campolide e a requalificação da rua Adelino Nunes, na freguesia oriental de Marvila.

A 11.ª edição do OP de Lisboa recebeu um total de 539 propostas, mais 105 do que no ano transato.

Para esta edição, foi disponibilizado um valor global de 2,5 milhões de euros, sendo um milhão destinado ao “conjunto dos projetos transversais, projetos de âmbito transversal a toda a cidade”, cujos valores unitários não poderão “ultrapassar os 300 mil euros”, e 1,5 milhões de euros para os “projetos locais”.

A votação decorreu entre 29 de outubro e 21 de abril, através de várias plataformas ou presencialmente.

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