Nuno Galopim, que está envolvido na produção do festival este ano, organizado pela União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês) com a RTP, é o autor da obra “Eurovisão. Dos ABBA a Salvador Sobral. Canções que contam, a história da Europa”.

Justificando o êxito do Festival, Nuno Galopim refere que, em 1956, quando o certame se realizou pela primeira vez, participaram sete países e, “hoje em dia, é habitual vermos, a cada ano, mais de 40 nações, a participar como concorrentes”, reunindo, frente ao televisor, "200 milhões de espetadores".

O facto de Portugal receber o festival pela primeira vez, em mais de 50 anos de participação, originou um interesse no concurso e na sua história. Ao mercado editorial chegou uma outra obra de autoria do jornalista João Carlos Calixto e do investigador universitário Jorge Mongorrinha, “Portugal 12 pts. Festival da Canção”, com a chancela da Âncora Editores.

Apresentada em formato de álbum, e profusamente ilustrada, a obra de Calixto e Mongorrinha, tem como parte maior, num total de 110 páginas, das 453 da obra, uma questão amplamente debatida, “Ser ou Não Ser Festivaleiro”, num texto assinado por Mongorrinha, autor de vários estudos sobre o festival, que divide a matéria em duas partes: quando a televisão era a preto e branco e a fase da televisão a cores.

Este largo capítulo é precedido de três outros mais curtos: “Do Festival da canção à Eurovisão, Projetando a Criatividade Nacional”, assinado pelo presidente da RTP, Gonçalo Reis, “Festival RTP da canção: O Grande Placo da Ilusão Coletiva”, assinado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, e um outro, assinado por Mongorrinha e Calixro, “Portugal a Cantar”.

Neste capítulo, “Portugal a Cantar”, afirmam os autores que esta obra é a “história do Festival da Canção, o programa-marca da televisão pública portuguesa e um caminho surpreendente para contar a história do país, através das cantigas e dos seus bastidores, nas vertentes culturais, sociais, políticas e promocionais”.

A obra inclui ainda uma 'playlist' de 24 páginas, da responsabilidade de Calixto, cujas três primeiras canções são: “A Boca do Lobo”, de Sérgio Godinho, que Carlos Cavalheiro, cantou em 1975 e que ficou em 2.º lugar no Festival RTP, “A Canção da paz”, de Rosa Lobato de faria e Thilo Krasmann, interpretada pelos Somseis, e que em 1996 ficou em 3.º lugar, e, finalmente, “A Casa da Praia”, de Os Delfins, interpretada pelo grupo liderado por Miguel Ângelo, que ficou em 11.º no festival de 1985.

Além do índice de fontes e da bibliografia, esta obra inclui quadros de classificações, dos primeiros, segundos e últimos lugares do festival RTP, dos locais onde se realizou o festival da Eurovisão, o país vencedor e a posição alcançada por Portugal, nos que participou.

“Eurovisão. Dos ABBA a Salvador Sobral. Canções que contam, a história da Europa”, de Nuno Galopim, inclui um prefácio de Salvador Sobral, e um prólogo do argumentista Nuno Artur Silva, que afirma ter seguido o festival da RTP “com fervor e dedicação até ao início da década de 1980”, apontando como início da decadência deste certame o ano de 1979, quando “Sobe. Sobe, Balão Sobe”, interpretado por Manuela Bravo, venceu, relegando para 2.º lugar “Eu Só Quero”, defendida por Gabriela Schaaf.

Nuno Artur Silva, porém, afirma que se reencontrou com o festival em 2015, na qualidade de administrador da RTP, tendo tomado a decisão de não organizar o concurso de canções, em 2016, face ao “orçamento restritivo”, e “aproveitar para ouvir as pessoas da área da música e do festival, e fazer uma reflexão sobre o que devia mudar”.

“Revitalizar” o festival em 2017 foi a decisão então tomada, cujo “segredo passava por convencer os melhores músicos pop portugueses a aceitar o desafio” de participarem no festival, o que veio a acontecer, tendo-se renovado o modelo de competição.

A obra de Galopim divide-se em quatro partes: “Operação Kiev, 2017”, “Festival da canção”, em que se procura “o passaporte português para a Eurovisão”, “O Concurso que narra a História da Europa” (que se divide seis períodos – de 1956 a 1962, de 1963 a 1972, de 1973 a 1979, de 1980 a 1989, de 1990 a 2000, e, finalmente, de 2001 a 2017), e, a última, “1956-2017 Festival da Eurovisão Ano a Ano”.

Além de autor de obras de ficção como “Os últimos Dias do Rei” (2016), Nuno Galopim assinou obras na área da música como “Retrovisor: Uma Biografia Musical de Sérgio Godinho” (2005) e “The Gift-20” (2015).

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