Segundo o jornal, a família da jovem cabo-verdiana tem condições financeiras para tomar conta do bebé.

A jovem de 22 anos veio de Cabo Verde para Portugal há dois anos para estudar. Viveu com a mãe, que regressou depois para o seu país, depois com a irmã, com quem se desentendeu e acabou por ir viver para a rua.

Os familiares da mãe da criança têm estado em contacto com as entidades consulares em Portugal e com instituições governamentais cabo-verdianas.

Apesar da vontade da família biológica, nada garante que a guarda lhes seja entregue. A decisão caberá ao tribunal após uma avaliação de vários fatores, entre os quais as condições psicológicas, habitacionais e de segurança infantil.

Adianta ainda o semanário que até à decisão final, a criança deverá ser entregue a uma família de acolhimento, tendo três já manifestado a sua disponibilidade.

A mãe do bebé abandonado teve a criança pelas 2h00 de dia 5 de novembro e ele só foi encontrado às 17h00 desse dia.

Esta sabia dos rumores sobre um bebé abandonado, chegou mesmo a participar das buscas, mas remeteu-se ao silêncio.

O pedido de libertação imediata desta jovem sem-abrigo de 22 anos foi recusado pelo Supremo Tribunal de Justiça e nos documentos do tribunal é revelado em detalhe o relato sobre o que aconteceu naquele dia.

A jovem de 22 anos justificou a sua atuação com o facto de estar desesperada, sem saber o que fazer ao bebé, pois não tinha condições porque estava na rua. Disse ainda não saber quem é o pai da criança.

Segundo a Polícia Judiciária, a mãe do recém-nascido agiu sozinha e nunca revelou a gravidez a ninguém, vivendo numa situação “muito precária na via pública”.

Em declarações ao Expresso, a advogada da jovem disse que esta caiu na prostituição e terá engravidado de um cliente “porque os homens pagavam mais quando o sexo era sem proteção”.

Além do futuro da criança e da mãe, este caso teve outros desenvolvimentos, nomeadamente em relação aos heróis — afinal não foi apenas um, como inicialmente se pensou — que salvaram esta criança.

Manuel Xavier foi o primeiro a surgir como herói desta história de sobrevivência. O ato de coragem valeu-lhe um encontro com Marcelo, foi às televisões, falou com os jornais. Agora sabe-se que não foi ele quem descobriu a criança, nem tampouco a tirou do ecoponto.

João Paulo ouviu um choro e mesmo quando não acreditaram nele não desistiu. Rui Machado tirou-o do contentor, uma funcionária do Lux acolheu-o e um outro homem ligou para o INEM. Os heróis "fomos todos, toda a gente que aqui esteve. Foi Deus que nos pôs aqui", disse Rui. E Marcelo terá "muito gosto" em recebê-los a todos em Belém.

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