A advogada Arlete Schijns falava durante uma audição preliminar no longo processo legal contra três russos e um ucraniano suspeitos de envolvimento no derrube do voo MH-17 entre Amesterdão e Kuala Lumpur em 17 de julho de 2014.

Não houve sobreviventes entre as 298 pessoas a bordo do Boeing 777.

Nenhum dos suspeitos compareceu no tribunal, e o caso vai prosseguir com a sua ausência.

“Nenhuma indemnização pode compensar as perdas sofridas pelos familiares. A indemnização pode fornecer um sentimento de reconhecimento quando se trata de danos morais e também pode proporcionar um certo sentimento de justiça”, disse Schijns aos juízes.

A advogada referiu ainda que 90 familiares pretendem depor em tribunal sobre o impacto do acidente, e quando o início das audições está previsto para junho.

Após uma investigação internacional que se prolongou por vários anos, os procuradores indiciaram quatro suspeitos – os russos Igor Girkin, Sergey Dubinskiy e Oleg Pulatov e ainda o ucraniano Leonid Kharchenko – pelo seu alegado envolvimento no derrube do aparelho, que ocorreu numa zona do leste da Ucrânia controlada pelos rebeldes pró-russos.

Os procuradores indicaram que o avião foi atingido por um sistema de mísseis Buk na Ucrânia disparado a partir de uma base militar russa. A Rússia nega qualquer envolvimento no derrube do aparelho.

Schijns disse que a indemnização por familiar se situa entre os 40.000 e 50.000 euros, dependendo da sua relação com a vítima.

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