“É um procedimento comum”, disse à agência Lusa o porta-voz da Força Aérea, o coronel Rui Roque, sublinhando que não existiu qualquer ameaça militar.

Segundo o coronel Rui Roque, os voos militares são “virtualmente invisíveis para o controlo de tráfego aéreo civil” e, por isso, representam um “risco acrescido”.

“O facto de irmos ter com eles e de os acompanhar não está relacionado com qualquer ameaça militar, mas sim com o facto de Portugal ter de garantir a segurança do tráfego aéreo civil” naquela zona de espaço aéreo internacional por onde passaram, declarou o coronel.

Rui Roque explicou também que o espaço aéreo internacional sob responsabilidade portuguesa não é o espaço aéreo de soberania.

“O espaço aéreo de soberania é o que está por cima do continente e das regiões autónomas, acrescido de 12 milhas de mar”, disse, sublinhando que no espaço aéreo de soberania não há entradas autorizadas.

O espaço aéreo internacional sob responsabilidade portuguesa é o que está convencionado nos tratados internacionais e obriga Portugal a garantir buscas e salvamento, bem como a segurança aérea, nomeadamente em voos daquela natureza (militares).

Os dois bombardeiros russos passaram em Portugal às primeiras horas de quinta-feira, tendo descido pela costa portuguesa até ao largo de Sagres.

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