Num comunicado divulgado no final de uma reunião com o comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos, o governante francês apelou ainda para que aquela nova ferramenta seja criada “rapidamente”.

Há meses que o governo francês defende a existência daquele registo, sobretudo devido aos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris.

Vários dos terroristas responsáveis pelos ataques eram de nacionalidade francesa e tinham viajado para zonas de guerra na Síria e no Iraque.

“A segurança das fronteiras exteriores da UE é essencial para conseguir controlar o fluxo migratório e lutar eficazmente contra o terrorismo”, assinala o gabinete do primeiro-ministro.

Cazeneuve defendeu também que sejam cumpridos os acordos realizados na União nos últimos anos, entre os quais o de redistribuição de refugiados entre todos os Estados membros.

“A França é o primeiro país a contribuir para o programa, tendo recebido até hoje mais de 30% das pessoas que se encontravam na Grécia e foram recolocadas”, indica o comunicado.

O chefe do governo francês pediu ainda uma reforma do direito de asilo europeu, que está a preparar com a Alemanha, e a aplicação dos acordos migratórios com cinco países de trânsito e de origem de migrantes: Mali, Senegal, Etiópia, Níger e Nigéria.

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