A informação está a ser avançada pela Reuters, que cita fontes judiciais. Uma outra fonte adiantou à agência de notícias que se trata de um menor, nascido em 2000, e amigo do atacante, identificado como Redouane Lakdim, de 25 anos. Já havia sido detida ontem uma mulher por suspeitas de envolvimento neste ataque.

Os ataques desta sexta-feira, 23 de março, ocorreram em Carcassonne e Trèbes, no sul de França e provocaram cinco mortos, incluindo o atacante, que foi abatido pelas autoridades.

Entre as vítimas mortais está um agente que voluntariamente substituiu uma refém durante o sequestro, tendo sido atingido a tiro no momento em que as autoridades entraram no local para matar o atacante.

França: Morreu polícia que substituiu reféns no ataque em supermercado
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Ontem, devido a informações contraditórias prestadas ao Governo português, suspeitou-se que um cidadão nacional estava entre os mortos, o que não se veio a confirmar. “Trata-se de uma vítima portuguesa que está gravemente ferida no hospital”, disse José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, adiantando que, “felizmente, não pereceu neste ataque terrorista”.

O autor do ataque, Redouane Lakdim, sequestrou trabalhadores e clientes num supermercado de Trèbes, afirmando agir em nome do grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (EI). Antes, roubou um automóvel em Carcassonne e, no caminho para Trèbes, disparou seis tiros contra um grupo de quatro polícias, ferindo um deles, sem gravidade, segundo fontes próximas da investigação.

Lakdim era conhecido das autoridades por crimes menores e por tráfico de droga, mas também esteve a ser vigiado pelos serviços de informação em 2016/2017 por suspeitas de relações com movimento radical salafista, avançou o procurador Francois Molins.

Este ataque é o primeiro desta dimensão desde a eleição do presidente Emmanuel Macron, em maio do ano passado.

A tomada de reféns acontece com França ainda em estado de alerta, após a série de atentados desde o ataque contra a redação do jornal 'Charlie Hebdo', em janeiro de 2015, que deixou 12 mortos.

A onda de atentados extremistas fez 238 mortos e centenas de feridos em 2015 e 2016. Vários ataques ou tentativas de ataques tiveram como alvo militares ou polícias.

As autoridades temem novos atentados, apesar do aumento das medidas de segurança instauradas pelo governo. São dez mil polícias e militares espalhados pelas ruas, estações e lugares turísticos.

O Estado Islâmico, que perdeu quase todo o território que conquistou no Iraque e na Síria, onde autoproclamou um califado em 2014, geralmente ameaça França em represália pela sua participação na coligação militar internacional que luta contra os seus combatentes nos dois países do Médio Oriente.

O último ataque reivindicado pelo Estado Islâmico em França aconteceu em Marselha, a 1 de outubro do ano passado. O tunisiano Ahmed Hanachi, de 29 anos, matou dois jovens em frente à estação Saint-Charles antes de ser abatido por militares.

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