"Vamos demonstrar a imponência do antigo castelo, com a construção de quatro torres, em aço ‘corten’, com cerca de 25 metros de altura. As torres assentam nas fundações medievais colocadas a descoberto por uma equipa de arqueólogos", afirmou à Lusa a presidente daquele concelho do distrito de Bragança, Maria do Céu Quintas.

A valorização daquele espaço junto à antiga fortaleza datada do século XIII faz parte de um conjunto de obras de requalificação urbana do centro histórico da vila transmontana, orçadas em 1,9 milhões de euros.

"Trata-se de uma zona nobre da vila e que tem sido muito esquecida e que agora está a ser requalificada. Trata-se de uma zonas de muralhas, junto à Torre do Galo e ao cemitério. Esta intervenção vai permitir aos visitantes dar uma volta de cerca de 300 metros pelas antigas muralhas do castelo", disse a autarca.

Vão ser construídas quatro torres, sendo que três são de formato octogonal, idênticas à "emblemática" Torre do Galo, um ex-líbris de Freixo de Espada à Cinta, e uma torre de menagem de formato quadrado.

Apesar das obras de requalificação estarem muito próximas do cemitério municipal, a autarca deu a garantia de que "ninguém mexe naquele espaço".

"Apenas os acessos ao cemitério e área envolvente serão intervencionados. Junto ao perímetro de muralhas vai-se criar uma área visitável, que vai destacar a importância do castelo e do emblemático freixo, árvore, que deu o nome à vila, até à igreja matriz de traça manuelina", explicou Maria do Céu Quintas.

A autarca disse que “as sondagens arqueológicas vão acompanhar a evolução das obras de requalificação do centro histórico”, para assim melhor se compreender o passado.

Durante cerca de dois anos, os arqueólogos procuram descobrir o perímetro das muralhas, que deverá rondar os cerca de 300 metros e que, ao que tudo indica, era composto por oito torres de menagem, sendo considerado pelos especialistas como um castelo "opulento" para a região de fronteira.

Segundo o arqueólogo João Nisa, para além de contribuir para a defesa do invasor castelhano, o Castelo de Freixo de Espada à Cinta tinha por missão defender o percurso da travessia do rio Douro, feita através de uma barca que fazia a ligação transfronteiriça com o reino de Castela.

A candidatura para a execução destas obras foi efetuada a fundos comunitários através do Programa Operacional Regional do Norte 2020.

De acordo com a Direção Geral do Património Cultural, o Castelo de Freixo de Espada à Cinta, classificado como monumento nacional desde 1910, é uma das mais antigas fortalezas transmontanas, estando documentado desde praticamente o século XII e antecedendo, por isso, o fenómeno de vilas novas criadas por D. Afonso III e D. Dinis.

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