De acordo com o vereador do Urbanismo da autarquia, Ricardo Veludo (Cidadãos por Lisboa, eleito pelo PS), que falava numa reunião conjunta das comissões permanentes de Urbanismo e de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), foi possível chegar a um "acordo de princípio" entre o ginásio e a Associação de Moradores da Praça das Águas Livres relativamente às principais questões que estavam a originar tensão entre as partes.

Na petição “Vamos salvar as Águas Livres”, promovida pela Associação de Moradores da Praça das Águas Livres, sobre a qual o autarca intervinha, os subscritores reclamavam, sobretudo, do ruído dos campos de ‘padel’ e criticavam a “volumetria brutal” do novo edifício que o ginásio pretende construir.

“Eu creio que chegámos a uma situação em que o Ginásio Clube Português vai poder expandir as suas instalações, mas a forma como o vai fazer tem um condicionamento que é não obstaculizar as vistas a partir do jardim das Amoreiras (…), que é um dos pontos francos de observação para o edifício Bloco das Águas Livres”, destacou.

“Portanto, há uma linha imaginária a partir deste ponto que vai marcar até onde é que essa edificação pode avançar. Ela estava proposta manter o alinhamento com as edificações preexistentes e, portanto, consensualizámos que tem de haver uma solução que não prejudique as vistas a partir do Jardim das Amoreiras e do Aqueduto das Águas Livres em relação ao edifício do aqueduto”, acrescentou o vereador.

O responsável pela pasta do Urbanismo notou também que “o afastamento deste alinhamento” obrigará a “uma reformulação da área de construção” do novo edifício do ginásio – que tem um Pedido de Informação Prévia em fase de apreciação pela autarquia da capital -, informando que há uma parcela de terreno municipal adjacente ao Bloco das Águas Livres que “seria melhor que passasse a ser utilizado” pelo GCP para “rematar de forma completa a praça” urbanística e arquitetonicamente.

Quanto aos atuais campos de ‘padel’, “a principal fonte de ruído” apontada pelos moradores, o vereador Ricardo Veludo avançou que a solução “poderá passar por incluir esses campos dentro das instalações que vão ser expandidas ou o próprio Ginásio Clube Português poderá vir a prescindir" deles.

"Com os campos desmontados será possível melhorar um pouco a visualização do aqueduto das Águas Livres, a partir da praça”, defendeu o autarca,

O acordo de princípio já foi “confirmado por escrito”, estando ainda a ser “afinado”, e visa, por um lado, “eliminar a principal fonte de ruído para os moradores, permitir valorizar a fruição de dois edifícios que têm interesse patrimonial, que é o Aqueduto das Águas Livres e o seu bloco” e, por outro lado, “consegue protetivamente satisfazer as necessidades de expansão do Ginásio Clube Português”, reforçou.

O vereador do Urbanismo elogiou ainda a postura do clube, destacando que “revelou um elevado sentido de querer construir uma solução, não só de pacificação com os moradores, mas de valorização de património que está na envolvente das suas instalações”, assumindo “um custo e um ónus que legalmente não tinha de assumir”.

Na sessão, foram ainda discutidas outras petições no âmbito de projetos urbanísticos e apresentado o “Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente” recentemente aprovado pela autarquia, liderada pelo PS.

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